segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O funk não morrerá!

Coisa estranha. Até comentei com Luine no último sábado: poucas horas separam o estrangeiro de nós, não é mesmo? Ontem a menina estava logo ali, na rua de trás, e hoje está do lado de lá do Atlântico. Bizarro. E fantástico, ao mesmo tempo. Que lindo pensar na portuguesa pisando em sua terra ancestral! Sabe, sinto que as coisas estão mais completas agora. Não pra nós, que estamos aqui angustiados, vislumbrando o sofrimento que advirá da ausência prolongada da pessoa que é proprietária de cinquentas partes de nossos corações (perdeu o fôlego?), mas para a Luine mesmo.

Quando soube da viagem, meus sentimentos ficaram muito divididos. Fiquei absurdamente feliz com a notícia, mas já comecei a pensar: "Ai, meu Deus, que droga vai ser Belo Horizonte sem ela." Todo mundo que gosta da Luine de verdade deve ter sentido isso, eu imagino. Mas, no meu caso, junto com esses pensamentos veio uma sensação muito estranha de algo que tinha que ser. É tips aquele clichê "estava escrito". É sério! Sem querer roubar suas funções, Sofs, me senti como uma mãe que sabe que a filha não será sua a vida inteira, que, mais cedo ou mais tarde, um marmanjo safado vai tomar o coração de sua doce criança...Desta vez, o safado, cachorro e sem vergonha é Paris. Mas me senti uma mãe muito da moderninha, quando fui capaz de acreditar que o amor que as pessoas sentem por suas mães e por suas paixões não são, necessariamente, excludentes. Eles podem dividir o mesmo coração. Obrigado Senhor! E tenho acreditado nisso meeeesmo. Repito dez vezes por dia: "Eu acredito! Eu acredito!..."

Bom, e essas idéias, jocosas ou não, têm confortado meu coraçãozinho. Por isso, no último encontro que tive com a portuguesa, desejei que ela aproveitasse ao máximo sua viagem, estendendo-a, se possível. Sofia deve ter me achado muito cruel, né? Mas eu sei o quanto essa experiência é importante para a Luine. E sendo tão complicado dar a partida e deixar o Brasil, se isso já foi feito, o negócio é aproveitar a situação ao máximo, mesmo que, para isso, muitos sujeitos e sujeitas estejam aqui no Brasil parindo filhos e mais filhos de tanta saudade. Afinal, sabemos que essa dor não vai durar para sempre. Repito dez vezes por dia: "Ela vai voltar! Ela vai voltar!"

Também amo. Muito.

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