Família penameña veio, after all. E foi uetemo.
As meninas siacabaram na côcinha (essa foi a pronúncia que elas arranjaram pra coxinha), guaraná e brigadeiro.
Daí a gente percebe que sim, há genes compartilhados.
***
Então, tive que levar a galera num rodízio, porque no Panamá não tem desses looshos não.
Papai já conhecia o ishquema, mas as meninas e a Lina sindoidaram com o buffet e lotaram o prato com aquelas porcariadas que são só pra encher a gente e caber menos carne.
E, quando os garçons começaram a chegar, elas aceitavam tudo, não sei se por fascinação ou falta de jeito pra recusar.
Daí que em menos de 5 minutos elas já estavam bem aturdidas e sem nem saber por onde começar a comer a montanha que se formou.
Diante do desespero coletivo, meu pai resolveu agir. Ele nem deixava mais os garçons falarem, já começava logo a se exaltar: “fala que não, fala que não!”. Quando era picanha: “sim, essa sim, essa pode deixar!”. “Come isso, isso você deixa pra lá, abre um espaço aqui, olha, tá vindo, essa não, essa não!!!”. Tal qual um flanelinha ajudando as pessoas a estacionarem. Pode vir, pode vir, já deu, pára, pára.
E o esforço administrativo deu resultado: todo mundo passou mal de tanto comer, mas deixou o prato limpinho.
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