Durante o meu ano e meio de aulas (um tanto quanto duvidosas) de francês, tentei passar algumas noções do idioma chuchu pro Luís. Ele não tem lá muita habilidade, habilidaaadi, haaabbbiiilidaadii com línguas, então se contentou com o basicão e em inventar significados pras palavras. Segundo ele, Vincent quer dizer dois mil – é vinte vezes cem.
Dessa época também ficou o nome dele traduzido e ao qual recorro algumas vezes pra chamar a criatura: Louis Guillaume.
Pois bem. No final de semana passado, ele foi ao Rio assistir o desfile das escolas campeãs. Sambando pra lá, sambando pra cá e com aquele jeitinho (no mínimo) extrovertido de ser, ele já foi logo interagindo com um gringo de nacionalidade desconhecida, cujoqual estava com seu filhinho de uns sete anos de idade. Entre uma bateria e outra, o Luís descobriu que eles eram franceses e quis alegrar o coraçãozinho do menino, brindando-o com uma amostra de sua língua materna. Virou pra ele e disse: “Je m’appelle Louis Guillaume”.
Ah! Qual não foi a alegria do garotinho ao perceber que finalmente poderia se comunicar nessa terra estranha! Desembestou a falar um monte de coisas que o Luís, obviamente, não entendeu. Quando percebeu que o menino tinha acabado o seu discurso e estava ansioso na espera de uma resposta, o Luís sacou mais um primor de frase: “Je ne sais pas”.
Algumas escolas depois, cada um ia pra um lado e eles resolveram se despedir. Pra não ficar no “au revoir”, que é tipos muito bobo e todo mundo conhece, o Luís resolveu rasgar de uma vez e gritou de longe: “a tout à l’heure”.
Gente, me mata de orgulho.
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Um comentário:
hehe tá vendo a influência francesa em minha vida...
só uma coisa: quem disse que eu num sou bom em linguas depois de tão bem empregar o francês... sendo que eu nunca o estudei, hein?!
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