segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Formando-nos II - A colação

O auditório era muito melhor do que eu esperava. Sinceramente, achei que ele corresponderia aos meus piores pesadelos, com rachaduras, cadeiras rangentes, cheiro de mofo e um ar sinistro que conspirasse contra nós. Mas não. Era muito aceitável, para a alegria monosutiana.

Conforme o pessoal foi chegando, nos reunimos no pseudo-camarim pra vestir a beca. Que lindo. Todo mundo suando horroures, um amarrando a faixinha azul do outro, ajeitando o chapeuzinho, se empurrando pra olhar no espelho. “Gente, o bico é pra frente, tá?”.
Daí partimos para uma loooonga espera em pé no corredor, enquanto ainda faltava uma formanda de black power chegar. Os pés das meninas já gangrenando e as franjas cacheando-se sob o capelo, começamos a cantar toda a sorte de musiquinhas. Lá do fim da fila, veio uma voz imitando o Sílvio Santos: “má oi, vai pra lá, vai pra lá”. Não era o Denis. Era a Patrícia. Aham, a própria. Revelando-se no último instante possível.

Escutamos lá longe a voz do Paulo C, o mestre de cerimônias. Vai começar. Ouvimos também aquela vinhetinha da Fox, o aviso para nos prepararmos. Entramos no auditório com o tema do Star Wars e eu tenho que confessar que meus olhos se enchem d’água mesmo nesse momento que vos escrevo. A gente todo paramentado, fantasiado, com babadorzinho e vem aquela chuva de aplausos e gritos e flashes e lágrimas. Não tem como não se sentir especial.

Todos já sentados, devidamente controlados e com grandes expectativas, a Vera França abriu a sessão. Dois segundos depois, o Paulo C anuncia: “e agora, vamos chamar os formandos para receber o diploma”.
Whaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh?!
Choque. Caos. Cataclisma.
Comissão, faz alguma coisa, ele errou, ele começou do final! Páraqueuquerodescer!
“É assim mesmo, esse é o roteiro oficial da Fafich”. Novamente: whaaaaaaaaaaaaaaaahhh?!
No meio da confusão, o Nessim foi o primeiro a subir ao palco para buscar seu canudinho oco. O atabalhoamento era tanto que ele esqueceu de cumprimentar os professores. Ninguém estava pronto pra expor a figura assim, no prólogo da coisa.
Mas a gente foi se conformando com a situação e, no final, saiu tudo lindo mesmo. A idéia das músicas personalizadas deu muito certo, geral curtiu.
E a boa notícia é que pegamos o diploma antes de fazer o juramento, logo, tudo aquilo que repetimos sobre ética, moral e whiskas sachet fica automaticamente nulo.
Just kidding.

Discursos fofos e emocionantes. O Franck deixou a platéia embasbacada e os formandos, lisonjeados. Se desfez em elogios que me pareceram muito sinceros e teve a capacidade de levantar a nossa prejudicada auto-estima de comunicólogos.
Franck, tu eah bráder, fffffff.
[nessa hora, a avançada idade do auditório se fez notar. Muito sutilmente, uma lâmpada explodiu em cima do povo. Barulhão e vidros voando. Ai, que susto!]
Pessoas da sala regaçando na oratória. Nessim, depois de finalizar seu discurso com um belo “somos uma turma só”, redimiu-se e foi abraçar os professores. E houve até o Acadêmico Deborah Vasques (com trofeuzinho!), que consagrou Fabaiana como grande campeã, com a frase: “Lígia, você é como aqueles bebês que nascem sem cérebro”.
Detalhe importante. Depois do agradecimento a Deus, esperamos as palmas arrefecerem e gritamos num uníssono: “obrigado, Senhor!”.

Vídeos. Colocaram absolutamente todas as fotos em que eu apareço com os olhos um pouquinho mais fechados no decorrer do curso, inclusive aquela da choppada em que estou caída no chão. Valeu, hein, ínzia! Rs! No mais, muitas, muitas, muitas fuetos que eu nem sabia que existiam e surgiram lá pra matar a gente de emoção.
Gritei beaucoup nas suas, viu, Luinny?

Sessão encerrada, veio uma chuva de papéis mui maravillosa e jogamos os chapeuzinhos pra cima com vontade. Abraços infindáveis.
Parabéns pra nós, amores.


Um comentário:

Anônimo disse...

ai, so porque eu vou fazer uma formatura so minha, né? uma colação, uma missa (?), e um baley soh meus.