terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Formando-nos III - O baley

Cheguei às 23:05h e um Patch Adams gatchenho me levou até a mesa. Ainda havia outros personagens, tipos um bombeiro que eu vi circulando o fenótipo e uma moçoila kinda Indiana Jones. Salão guapo com força. Telões all over, pipoca, balinhas, canapés. Todo mundo lindo de morrer, cheiroso e digno.
Depois de uma horinha de social, Rangel subiu ao palco e convocou os formandos para o brinde e a valsa no estilo Maísa de ser: “pra esse momento, tem que ter muita habilidade”. E habiiilliidaadiii realmente era necessária, porque estava bem crowded e a gente tinha que desviar dos pés mais próximos pra manter a paz e harmonia gerais.
Daí que a banda entrou fantasiada e já rasgando. Trilha sonora é mais legal, trilha sonora é mais legaaaaaaal. Em três minutos, toda a maquiagem que levou houras pra ser elaborada estava escorrendo. Pulamos tanto que eu sinceramente achei que não ia agüentar até o final. Uma confusão de fumaça, penteados e lapelas saltitantes. Mijoguei em I’ve had the time of my life, twisted and shouted, dei socos no eye of the tiger.
Do nada surgiu uma bandeirona do Água de Salsicha e cantamos o hino aos berros – quem conseguiu lembrar dele.

Michael Jackson, eletrônicos, funks e axés depois, expulsaram todo mundo. Munidos de galhos prateados retirados dos arranjos, rumamos todos para o Tudão – agora carinhosamente apelidado de Big Everything. Mas foi só para perceber que, por mais que eu quisesse ficar cinqüentazoras, minhas pálpebras insistiam em fechar.

My one and only regret é que depois de fazer tanta questão, eu não comi nenhuma – nenhuma! – coxinha.

***

Você fez muita falta. Todos os dias. Todas as horas.
Eu tive uns três lapsos freudianos de te procurar em volta, pra comentar alguma coisa ou dançar uma música.
Essa felicidade também é sua, beibi.

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