quinta-feira, 17 de abril de 2008

Produzindo apropriadamente

Sebastião é um cara mais velho que faz matéria comigo. Pelas informações que coletei de conversas alheias, já se graduou há mais tempo em Farmácia pela UFMG e agora está no quinto período de Psicologia. Hoje, emitindo uma de suas (muitas) opiniões na sala, soltou um “poblema”. A professora, como boa psicóloga infantil que é, emendou logo uma frase com a pronúncia correta, enfatizando bem o “r”. E ele respondeu sem se corrigir.
O encontro consonantal realmente é uma das últimas estruturas fonológicas a ser adquirida. Poderia ser um atraso no desenvolvimento de, digamos, 45 anos. Mas não. Ele continuou discorrendo sobre o assunto e falou, na mesma frase, “projeto” e “prefeitura”. Ou seja, Sebastião já aprendeu as suas letrinhas. O que, deus, o que explicaria o “poblema”?


No trabalho, meu chefe me contou sobre um conhecido com pós-graduação, mestrado e o escambau, que só falava “atrético”.
Mas aí já é quase ideológico. Eu entendo.


Um comentário:

eulália disse...

tenho pra mim que essa refratariedade é intencional. eles devem achar estilo, só pode.