Tenho andando na rua olhando para o chão. Assim, imagino que os prédios em volta têm chaminés e sacadas de ferro com flores. Vermelhas, geralmente. Ou que de qualquer jeito vou acabar porta adentro de um restaurante grego ou de uma igreja gótica.
Tenho andado na rua olhando para o chão, achando que de repente o chão vai virar ponte. E que debaixo da ponte passa um barco cheio de flashes, num rio muito verde. E que em cima da ponte gente multi-línguas bebe cerveja doce e vinho meio vinagre, olhando para uma torre pisca-pisca.
Tenho andando na rua olhando para o chão, com a esperança de ver uma escada que dá mais embaixo. Com gente que troca boa música por eventuais moedas e trens que te deixam em qualquer lugar bonito. Até em luiza sá.
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Um comentário:
pra mim não foram férias, mas foi algo que não é mais. paris agora é cinza, vazia, silenciosa e triste.
e eu que pensava ser impossível ser miserável aqui.
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