quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Avec Tecktonik

Sinta o ritmo, dance frenético, chacoalhe os braços, use roupas coladinhas e se divirta.

Esse é o tecktonik, dança dos sub-mediterrâneos, que bomba nas melhores baladas da população desbotada da terra de Napoleão.

Diz que tem raizes parecidas com a capoeira.
Ou seja, onde tem marimbondo, tem zumzumzum.



mais informações? Google-it.

Se a canoa não virar...

Olha só que alegria as perspectivas para o meu carnaval:

http://tempoagora.uol.com.br/previsaodotempo.html/brasil/Muzambinho-MG/

Vou farofar geral: a multidão de foliões vai ter que abir espaço para o meu guarda-chuva, uva, uva. Hihihi.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Miacabei

Ontem, no Big Brother, com Natália:
"Eu não sou educada. Nasci nas grota."
A-dou-ro.

Ontem, pós-big-brother, com Clarice Lispector:
"Acho o nome Beatriz muito romântico, para menina que usa trança e borda ao crepúsculo."
Rá. Conta isso pra Bia.

Deu no jornal hoje:

Greve de táxis paralisa Paris.
Ainda bem que estudante anda só de metrô, néam?

De Paris, com amor

Aos que me perguntaram de nossa ilustríssima emigrante, eis o primeiro relato que aterrissou do velho mundo:

"cheguei. ta frio. beijo."

Deveras sinóptico, mas deu pra ser feliz.

Agasalha aí, beibi. Ahaza no pulôver.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O funk não morrerá!

Coisa estranha. Até comentei com Luine no último sábado: poucas horas separam o estrangeiro de nós, não é mesmo? Ontem a menina estava logo ali, na rua de trás, e hoje está do lado de lá do Atlântico. Bizarro. E fantástico, ao mesmo tempo. Que lindo pensar na portuguesa pisando em sua terra ancestral! Sabe, sinto que as coisas estão mais completas agora. Não pra nós, que estamos aqui angustiados, vislumbrando o sofrimento que advirá da ausência prolongada da pessoa que é proprietária de cinquentas partes de nossos corações (perdeu o fôlego?), mas para a Luine mesmo.

Quando soube da viagem, meus sentimentos ficaram muito divididos. Fiquei absurdamente feliz com a notícia, mas já comecei a pensar: "Ai, meu Deus, que droga vai ser Belo Horizonte sem ela." Todo mundo que gosta da Luine de verdade deve ter sentido isso, eu imagino. Mas, no meu caso, junto com esses pensamentos veio uma sensação muito estranha de algo que tinha que ser. É tips aquele clichê "estava escrito". É sério! Sem querer roubar suas funções, Sofs, me senti como uma mãe que sabe que a filha não será sua a vida inteira, que, mais cedo ou mais tarde, um marmanjo safado vai tomar o coração de sua doce criança...Desta vez, o safado, cachorro e sem vergonha é Paris. Mas me senti uma mãe muito da moderninha, quando fui capaz de acreditar que o amor que as pessoas sentem por suas mães e por suas paixões não são, necessariamente, excludentes. Eles podem dividir o mesmo coração. Obrigado Senhor! E tenho acreditado nisso meeeesmo. Repito dez vezes por dia: "Eu acredito! Eu acredito!..."

Bom, e essas idéias, jocosas ou não, têm confortado meu coraçãozinho. Por isso, no último encontro que tive com a portuguesa, desejei que ela aproveitasse ao máximo sua viagem, estendendo-a, se possível. Sofia deve ter me achado muito cruel, né? Mas eu sei o quanto essa experiência é importante para a Luine. E sendo tão complicado dar a partida e deixar o Brasil, se isso já foi feito, o negócio é aproveitar a situação ao máximo, mesmo que, para isso, muitos sujeitos e sujeitas estejam aqui no Brasil parindo filhos e mais filhos de tanta saudade. Afinal, sabemos que essa dor não vai durar para sempre. Repito dez vezes por dia: "Ela vai voltar! Ela vai voltar!"

Também amo. Muito.

Opening

Prometi, criei, chamei os queridinhos.
However, o silêncio em mim tem falado alto e a coragem de escrever foi esmaecendo na mesma proporção em que a realidade da ausência se instalou.

A despedida até que ficou com cara de fácil. Abraçomuiapertado-aproveita-beijo-mescreve. Mas não tente se enganar: meu caráter drama queen nunca permitiria que fosse simples assim. Chorei no carro por todo o caminho até em casa, com o vestido de formatura recém-buscado no colo. Um loosho de tão trágico.

E hoje um apertinho no coração insistiu em existir, escoltado por muitos serás. Chegou? Está bem, instalada, morrendo de frio e de amores?

Fico aqui mordiscando as unhas, esperando sinal de fumaça e sentindo essa tristeza muito feliz de possibilidades.

Amo.