quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Acalanto

Daí que eu fui recusada na última matéria que eu precisava pra colar o cocô do grau.
Daí que segunda-feira eu fui no colegiado pedir pelamôr pra não amarrarem a mixaria da matéria, que eu tenho planos de ser gente grande, pô.
Daí que eu cheguei no campus Xangrilá às 8 hueras da manhã e dei com a cara na porta – o colegiado só abria às 2 da tarde (trabalhar pra que, né, gentem?).
Daí que eu fui pra agência e voltei mai logo, no horário certo.
Daí que havia uma fila imensa e, na minha vez, a mulher disse muito carrancudamente que nada podia fazer por mim. “Volta na quinta. Beijomesquece”. Oi, gata, vamos tirar a calça jeans antes de dormir?
Daí que voltei pra agência – porque eu a-douro passear de ônibus nessa belorizonte – e tinha quatro jobs me esperando. Delícia, Brasil.
Daí que quando eu finalmente consegui ir embora e percorria os três últimos quarteirões que me separavam da minha casa, com os pés já latejandinhos, caiu aquele temporal goshtoso.
Daí que meu guarda-chuva está com duas perninhas quebradas e eu cheguei ao meu destino com, tipos, o nariz seco. Por dentro.

Pra sobreviver a esse dia, cantarolei obsessivamente “Anyone else but you”, que a Juno entoa no filme. Quando a situação ficava muito crítica, eu cantava a parte do “du dururu dururu dururuuuuu”.
E, amores, se levantou o meu humor, levanta o de qualquer um. (hã?! hã?!)
Vai lá ouvir e seja feliz.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

E estranho como funciona a lembrança

sempre que escuto Nancy Sinatra me lembro de você

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Para tomar conhecimento

segue na integra a oração dos oradores.

bjokas

Patrícia- Boa noite, aos pais, membros da mesa, convidados e queridos colegas.

Denis- Antes de tudo, é bom informar que essa é a parte da colação de grau em que a turma ri e se emociona, ao passo que todos os outros presentes ficam ai, meio que rindo por obrigação, acompanhando a onda, mas sem entender muito. Então não fique triste se você se sentir um pouco deslocado. É normal!

P- O que é normal também é formar, pelo menos pra algumas pessoas. E nessa história de se estar na faculdade, muitas coisas acontecem, muitos amigos, muitos colegas, muitos encontros, muito de muito...

D- E tem gente que até estuda...

P- Foram quatro anos de convívio, pelo menos na teoria, já que na prática cada um trilhou um caminho bem diferente e alguns caminhos nem passavam pela teoria.

D- Uma coisa nos uniu

P- Seja um jornal,

D- um título auto-proclamado de “Período pop”,

P- o Delfim

D- uma caloura patrimônio, enfim, tinha alguma coisa, até mesmo um movimento.

P- Mas quando nasceu a turma?

D- Acho que tudo começou mesmo com os bosques da música, em que teve gente que era meio careta, que não ia, queria boicotar! (Faz referência a mim...)

P- Que absurdo! Depois tiveram Felipes soltando a vaca, perus, buquês e uma imensa sorte de trocadilhos sexuais para indicar nomes de eventos.

D- Tudo no maior respeito, claro. Nos divertimos horrores.

P- Depois de algumas festas, vinhadas, chopadas, churrascos com muita pimentinha, as pessoas começaram a tomar rumo no curso.

D- Uma parte das pessoas, claro.

P- Com o tempo os caminhos foram se definindo e nomes como LabMídia,

D- Cria, UfmgEducativa,

P- Mídia em Pauta, Manuelzão,

D- Promic, TV UFMG, LARP... e vários outros foram se tornando mais e mais familiares.

P- Nem éramos mais calouros. Tínhamos falta de tempo pra tudo, e cada vez querendo fazer mais coisa.

D- Inglês, espanhol, francês, italiano, alemão. No CACS era bem baratinho...

P- Capoeira, grupos de estudos, trabalhos free lancer. E ainda tinha as disciplinas!

D- Aliás, tínhamos muita coisa pra ler! E no início todo mundo ia ao xerox, pagava pelas cópias dos textos!

P- Mas de cara teve muita gente que foi numa onda meio Mc Luhan, “o meio é a mensagem” e parou por ai... Só no xérox. Ler que é bom...

D- Agora, já no final do curso, quase todo mundo percebeu que tirar xérox não amenizava a culpa...

P- Ai começou o descaramento! Mas é esse mesmo o mal dos alunos da comunicação. Eles querem abraçar o mundo inteiro de uma vez só.

D- Dizem que tem gente que até consegue abraçar o mundo e formar, mas pra mim é mito.

P- Quando as aulas começaram era um monte de gente, com cara estranha, discutindo coisas estranhas...

D- E mesmo quem não lia nada, pagava de esperto e dava opinião durante a aula!

P- Professores choraram, outros sumiram...

D- Uns eram seres de contos de fada, trolls...

P- Alguns eram amigos;

D- Outros, picaretas;

P- E havia também os memoráveis, mestres respeitáveis da comunicação. Obviamente, que é mister encarar os fatos com parcimônia e não apostar muitos recursos pecuniários em tal querela juridicamente pouco elucidativa. (Imitando o Franck)

D- E tinha professor bacana, e jovem, que sabia de rádio, e até girava caleidoscópios (Imitando o Elias)

P- Mas também tivemos uma Marrrta que não era Suplicy, mas discurrrrsava sobre teoria política, lembrando uma ex-prefeita que hoje ocupa um carrrgo no goverrrrno. (Imitando a Marta)

D- Foram muitos períodos de aulas, muitas noites de Msn, muitos trabalhos, alguns copiados, aulas práticas...

P- Na Belas, tivemos teatro com pirâmides humanas, professores adivinhos, futebol de intervalo. Podíamos usar roupas de alunos de educação física, interpretamos musicais,

D- Tivemos provas malucas, com cinco alternativas e todas corretas!

P- Fizemos vídeos em câmera lenta, mostrando musas da sala,

D- papais noéis étnicos, programas de rádio, radionovelas, blogs, matérias, peças, spots.

P - fizemos planos para uma festa no fundo do mar, planos para sair, planos para formar, um monte de planos.

D- Fizemos viagens pra Serra do Cipó

P- Fortaleza

D- Florianópolis

P- Salvador

D- Diamantina

P- Tiradentes

D – São José da lapa

P- Lagoa Santa

D- Lafaiete

P – Pará de Minas

D – Divinópolis

P – Vale do Jequitinhonha

D – e até pro barreiro teve gente que foi!

P – E mais um monte de lugar sem água tratada

D – E o que levava esse pessoal a esse monte de lugar?

P – bom, acho que são os amigos. Aqueles afetos sinceros que descobrimos nos colegas de sala. Aqueles que mesmo que mesmo que nos mudemos para França, para o Rio ou pro Panamá, queremos guardar no coração e na lembrança.

D – São aqueles que da vontade de ligar no domingo, nem que seja pra jogar conversa fora, comentar da festa ou chamar para um programa furado, tipo ir ao CEU! E eles topam, e alguns até pegam ônibus intermunicipal pra isso.

P – Aqueles que se aproximam e, de repente, já fazem parte da sua vida. Você já conhece os pais e os irmãos, mesmo sem conhece-los realmente, e os problemas.

D – E mesmo que em algum momento a relação se estremeça você sabe que isso não vai durar para sempre.

P – tem sentimentos que são assim: maiores que um curso

D – ou mais que um

P - que uma briga

D – que uma viagem

P – que uma formatura

D – e a formatura, pra maioria pelo menos, significa estar fora da universidade.

P – e botar o olho do lado de fora da universidade dá medo.

D - Tanto que alguns depois de fazer isso desistiram, foram para a biologia, para o direito, para a física!

P- Mas quem quer ver o homem mordendo o cachorro pra dar a notícia no Super ou no Jornal Nacional;

D- quem se delicia só de pensar em dirigir um curta;

P- quem quer chefiar o setor de comunicação da Mannesman ou da Vale,

D- e até quem quer fazer campanhas com verbas nababescas da Skol ou da Brahma, ainda aposta no sonho.

P- E essa aposta está começando, de verdade, a partir de agora. Depois de quatro anos, chegou a hora de encararmos a realidade do mercado.

D- De batermos à porta de onde imaginamos estar o nosso caminho e tentar.

P- Vamos tentar vagas em rádios, jornais, TV’s, produtoras, grandes e pequenas empresas!

D- Abrir nosso próprio negócio, ou quem sabe, ganhar na mega-sena acumulada

P – mas aonde quer que a gente esteja, vamos buscar fazer do exercício profissional uma oportunidade real de contribuir para nossa sociedade

D – mesmo que em um universo não muito amplo, queremos ser instrumentos de inclusão é justiça social. Vamos trabalhar com a comunicação, uma ferramenta poderosa, que tem a capacidade de fazer do nosso mundo um lugar mais democrático, igualitário e humano.

P- Muito obrigada a todos e boa noite.

D – e quem tem!!!!!!

D- Mas espera um pouco Patrícia, acho que nenhum texto nosso estaria completo sem menção às famosas frases da turma e eu vou fazer isso em grande estilo, citando a primeira frase registrada: "Tira ai primeiro que depois eu escolho de quem eu quero ser", de autoria dessa Linda garota, a Patrícia

P- boa lembrança Denis (com raiva). Eu também me lembro de uma ótima sua, acho que era assim: "Pra eu ser Gay, só falta gostar de homem, porque já tenho todos os outros pré-requisitos". Ai vem a pergunta, quais seriam esses pré...

D- (interrompendo), mas não estamos aqui para falar de nós, né Patrícia, estamos para falar pela turma.

P- (com aquele ar de “eu ganhei”) tudo bem, da turma. Nesses quatro anos foram 482 frases registrando os “”melhores”” momentos de cada um de nós

D- E ninguém se destaca tanto nesses frases como o nosso amigo Rangel, que mesmo não sendo o campeão em número, com suas 30 frases é o mais empenhado no Conteúdo, ou na falta de conteúdo.

P- Mas o prêmio não é pelo conjunto da obra né.

D- Não, o prêmio é pelo destaque no quesito cáustico. O prêmio é o

P e D- ACADÊMICA DÉBORAH VASQUES

P- A idéia dessa premiação nasceu quando notamos que as frases estavam ficando muito... animadas, e exprimindo um humor, ironia, sarcasmo, maldade....

D- Ou uma mistura ácida de tudo isso

P- E uma pessoa era Our Concur nesse estilo de frase

D- Uma pessoa inaugurou esse estilo de frase

P- É a nossa colega Déborah Vasques

D- durante o curso muitos tentaram imitar o estilo da nossa colega, mas uma pessoa se destacou.

P- Excluindo alguns colegas que não estão aqui hoje, outras inelegíveis e frases que não podem ser ditas a menores de idade, a frase campeã e merecedora do prêmio Acadêmica Déborah Vasques foi..

D- de uma pessoa que mostrou uma bonita evolução durante o curso. Uma pessoa em que vimos brotar a sementinha da maldade.

P - e a frase diz muito disso, já que essa pessoa a falou para sua melhor amiga: "Lígia, você é tipo aqueles bebês que nasceram sem cérebro"

D- Por isso, chamamos ao palco a nossa colega apadrinhada por Iemanjá que descobriu o amor em São José da Lapa, Fabiana Leite a Fabaiana, para receber o prêmio Acadêmica Déborah Vasques.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Formando-nos III - O baley

Cheguei às 23:05h e um Patch Adams gatchenho me levou até a mesa. Ainda havia outros personagens, tipos um bombeiro que eu vi circulando o fenótipo e uma moçoila kinda Indiana Jones. Salão guapo com força. Telões all over, pipoca, balinhas, canapés. Todo mundo lindo de morrer, cheiroso e digno.
Depois de uma horinha de social, Rangel subiu ao palco e convocou os formandos para o brinde e a valsa no estilo Maísa de ser: “pra esse momento, tem que ter muita habilidade”. E habiiilliidaadiii realmente era necessária, porque estava bem crowded e a gente tinha que desviar dos pés mais próximos pra manter a paz e harmonia gerais.
Daí que a banda entrou fantasiada e já rasgando. Trilha sonora é mais legal, trilha sonora é mais legaaaaaaal. Em três minutos, toda a maquiagem que levou houras pra ser elaborada estava escorrendo. Pulamos tanto que eu sinceramente achei que não ia agüentar até o final. Uma confusão de fumaça, penteados e lapelas saltitantes. Mijoguei em I’ve had the time of my life, twisted and shouted, dei socos no eye of the tiger.
Do nada surgiu uma bandeirona do Água de Salsicha e cantamos o hino aos berros – quem conseguiu lembrar dele.

Michael Jackson, eletrônicos, funks e axés depois, expulsaram todo mundo. Munidos de galhos prateados retirados dos arranjos, rumamos todos para o Tudão – agora carinhosamente apelidado de Big Everything. Mas foi só para perceber que, por mais que eu quisesse ficar cinqüentazoras, minhas pálpebras insistiam em fechar.

My one and only regret é que depois de fazer tanta questão, eu não comi nenhuma – nenhuma! – coxinha.

***

Você fez muita falta. Todos os dias. Todas as horas.
Eu tive uns três lapsos freudianos de te procurar em volta, pra comentar alguma coisa ou dançar uma música.
Essa felicidade também é sua, beibi.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Formando-nos II - A colação

O auditório era muito melhor do que eu esperava. Sinceramente, achei que ele corresponderia aos meus piores pesadelos, com rachaduras, cadeiras rangentes, cheiro de mofo e um ar sinistro que conspirasse contra nós. Mas não. Era muito aceitável, para a alegria monosutiana.

Conforme o pessoal foi chegando, nos reunimos no pseudo-camarim pra vestir a beca. Que lindo. Todo mundo suando horroures, um amarrando a faixinha azul do outro, ajeitando o chapeuzinho, se empurrando pra olhar no espelho. “Gente, o bico é pra frente, tá?”.
Daí partimos para uma loooonga espera em pé no corredor, enquanto ainda faltava uma formanda de black power chegar. Os pés das meninas já gangrenando e as franjas cacheando-se sob o capelo, começamos a cantar toda a sorte de musiquinhas. Lá do fim da fila, veio uma voz imitando o Sílvio Santos: “má oi, vai pra lá, vai pra lá”. Não era o Denis. Era a Patrícia. Aham, a própria. Revelando-se no último instante possível.

Escutamos lá longe a voz do Paulo C, o mestre de cerimônias. Vai começar. Ouvimos também aquela vinhetinha da Fox, o aviso para nos prepararmos. Entramos no auditório com o tema do Star Wars e eu tenho que confessar que meus olhos se enchem d’água mesmo nesse momento que vos escrevo. A gente todo paramentado, fantasiado, com babadorzinho e vem aquela chuva de aplausos e gritos e flashes e lágrimas. Não tem como não se sentir especial.

Todos já sentados, devidamente controlados e com grandes expectativas, a Vera França abriu a sessão. Dois segundos depois, o Paulo C anuncia: “e agora, vamos chamar os formandos para receber o diploma”.
Whaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh?!
Choque. Caos. Cataclisma.
Comissão, faz alguma coisa, ele errou, ele começou do final! Páraqueuquerodescer!
“É assim mesmo, esse é o roteiro oficial da Fafich”. Novamente: whaaaaaaaaaaaaaaaahhh?!
No meio da confusão, o Nessim foi o primeiro a subir ao palco para buscar seu canudinho oco. O atabalhoamento era tanto que ele esqueceu de cumprimentar os professores. Ninguém estava pronto pra expor a figura assim, no prólogo da coisa.
Mas a gente foi se conformando com a situação e, no final, saiu tudo lindo mesmo. A idéia das músicas personalizadas deu muito certo, geral curtiu.
E a boa notícia é que pegamos o diploma antes de fazer o juramento, logo, tudo aquilo que repetimos sobre ética, moral e whiskas sachet fica automaticamente nulo.
Just kidding.

Discursos fofos e emocionantes. O Franck deixou a platéia embasbacada e os formandos, lisonjeados. Se desfez em elogios que me pareceram muito sinceros e teve a capacidade de levantar a nossa prejudicada auto-estima de comunicólogos.
Franck, tu eah bráder, fffffff.
[nessa hora, a avançada idade do auditório se fez notar. Muito sutilmente, uma lâmpada explodiu em cima do povo. Barulhão e vidros voando. Ai, que susto!]
Pessoas da sala regaçando na oratória. Nessim, depois de finalizar seu discurso com um belo “somos uma turma só”, redimiu-se e foi abraçar os professores. E houve até o Acadêmico Deborah Vasques (com trofeuzinho!), que consagrou Fabaiana como grande campeã, com a frase: “Lígia, você é como aqueles bebês que nascem sem cérebro”.
Detalhe importante. Depois do agradecimento a Deus, esperamos as palmas arrefecerem e gritamos num uníssono: “obrigado, Senhor!”.

Vídeos. Colocaram absolutamente todas as fotos em que eu apareço com os olhos um pouquinho mais fechados no decorrer do curso, inclusive aquela da choppada em que estou caída no chão. Valeu, hein, ínzia! Rs! No mais, muitas, muitas, muitas fuetos que eu nem sabia que existiam e surgiram lá pra matar a gente de emoção.
Gritei beaucoup nas suas, viu, Luinny?

Sessão encerrada, veio uma chuva de papéis mui maravillosa e jogamos os chapeuzinhos pra cima com vontade. Abraços infindáveis.
Parabéns pra nós, amores.


Formando-nos I - A missa

Tudo começando, o primeiro vestido, que emoção, que emoção. Depois de quatro anos enchinelados na Fafich, nem dava pra acreditar em todo mundo tão alinhadinho.
Meninas se elogiando, família devidamente assando no bafo da igreja, formandos na fila em ordem alfabética, vambora com isso.
Peraí, cadê a ínzia? Gente, ca-dê a ínzia? Manemóóóóóóóóórta que eu entro nessa igreja sem a marajoara! (sim, Luinny, foi o famoso x + 2 indígena, nada grave).
Tupi a caminho, todos a postos, entramos. No meio do meu glamuroso caminho até o altar, fui gentilmente abordada por Igor Breda, que se dirigiu a mim com palavras assaz tocantes: “coleeeaaahhhfffffff”. Por muito pouco não tive um ataque de riso e me estabaquei no chão.

O padre era totalmente biruta. Locodibala. Contou um monte de casos, falou pelos cotovelos, deu um mol de opiniões:
“Ah não, gente. Essa leitura que está no folheto é uma tragédia, vou fazer outra”.
“Vocês vão fazer o que mesmo? Telecomunicação? É Embratel?”
“Eu não gosto de televisão não, acho que é má influência. Ah, vocês vão ser jornalistas? E publicitários? Xiiii.”
O conjunto – que por sinal estava muito lindo, com harpa e tudo – começava a tocar, ele mandava parar. Eles cantavam, ele dizia que faz melhor:
“Pois é, vocês tocaram só um pedaço do Panus Angelus, né? Eu vou cantar ele inteiro no Mineirinho, quinta-feira. Quando o bispo não pode vir, sou eu que celebro, sabe, gente?”
Fez a gente subir no altar duas vezes – uma pra ele sacudir as nossas mãozinhas e outra pra dividir os formandos pela igreja para receber os cumprimentos. E não deixou a ínzia ler a guapíssima mensagem final.
O auge foi que ele se olvidou de dar a comunhão. Tipos, ele jantou aquela zuper hóstia, tomou seu vinhozinho, uma água pra arrematar, limpou a boca e disse: “então, gente, vamos continuar”. E neca de hóstia pra geral.
Todo mundo ficou meio abobalhado, mas achamos que tinha uma razão maior.
Mais tarde, confrontado pela comissão, o sacerdote nos sai com essa: “é mesmo! Eu esqueci!”. Geezus.
Mas foi tudo divertido demais, muito a cara da nossa turma. Siacabamos com o padre benloco.

América Central baixando geralz

Família penameña veio, after all. E foi uetemo.
As meninas siacabaram na côcinha (essa foi a pronúncia que elas arranjaram pra coxinha), guaraná e brigadeiro.
Daí a gente percebe que sim, há genes compartilhados.

***

Então, tive que levar a galera num rodízio, porque no Panamá não tem desses looshos não.
Papai já conhecia o ishquema, mas as meninas e a Lina sindoidaram com o buffet e lotaram o prato com aquelas porcariadas que são só pra encher a gente e caber menos carne.
E, quando os garçons começaram a chegar, elas aceitavam tudo, não sei se por fascinação ou falta de jeito pra recusar.
Daí que em menos de 5 minutos elas já estavam bem aturdidas e sem nem saber por onde começar a comer a montanha que se formou.
Diante do desespero coletivo, meu pai resolveu agir. Ele nem deixava mais os garçons falarem, já começava logo a se exaltar: “fala que não, fala que não!”. Quando era picanha: “sim, essa sim, essa pode deixar!”. “Come isso, isso você deixa pra lá, abre um espaço aqui, olha, tá vindo, essa não, essa não!!!”. Tal qual um flanelinha ajudando as pessoas a estacionarem. Pode vir, pode vir, já deu, pára, pára.
E o esforço administrativo deu resultado: todo mundo passou mal de tanto comer, mas deixou o prato limpinho.

Como bem empregar o francês em três rápidas lições

Durante o meu ano e meio de aulas (um tanto quanto duvidosas) de francês, tentei passar algumas noções do idioma chuchu pro Luís. Ele não tem lá muita habilidade, habilidaaadi, haaabbbiiilidaadii com línguas, então se contentou com o basicão e em inventar significados pras palavras. Segundo ele, Vincent quer dizer dois mil – é vinte vezes cem.
Dessa época também ficou o nome dele traduzido e ao qual recorro algumas vezes pra chamar a criatura: Louis Guillaume.
Pois bem. No final de semana passado, ele foi ao Rio assistir o desfile das escolas campeãs. Sambando pra lá, sambando pra cá e com aquele jeitinho (no mínimo) extrovertido de ser, ele já foi logo interagindo com um gringo de nacionalidade desconhecida, cujoqual estava com seu filhinho de uns sete anos de idade. Entre uma bateria e outra, o Luís descobriu que eles eram franceses e quis alegrar o coraçãozinho do menino, brindando-o com uma amostra de sua língua materna. Virou pra ele e disse: “Je m’appelle Louis Guillaume”.
Ah! Qual não foi a alegria do garotinho ao perceber que finalmente poderia se comunicar nessa terra estranha! Desembestou a falar um monte de coisas que o Luís, obviamente, não entendeu. Quando percebeu que o menino tinha acabado o seu discurso e estava ansioso na espera de uma resposta, o Luís sacou mais um primor de frase: “Je ne sais pas”.
Algumas escolas depois, cada um ia pra um lado e eles resolveram se despedir. Pra não ficar no “au revoir”, que é tipos muito bobo e todo mundo conhece, o Luís resolveu rasgar de uma vez e gritou de longe: “a tout à l’heure”.

Gente, me mata de orgulho.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Onnnn!

Deborah Vasques, na Colação: "Nenhum pai precisa saber que, na primeira festa da sala, sua filha bebeu a ponto de achar que estava cega, quando, na verdade, estava apenas de olhos fechados".

Onnnnn! Que saudade!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

billynaná

prezados,

é com grande prazer que por meio dessa pequena grande nota venho comunicar fato curioso:

- alô? ínzia atende o telefone enquanto se bronzeia com guarapan - porque coca cola é sooolastweek - goiaba - porque figo em calda sucks - e óleo de avião.
- deborah, eu acho que a naná tá grávida! diz pedrim lá da belohorizonte
- sério? mas purrrrrrrrrque?
- porque ela pariu.



billy insiste ser o pai. eu insisto que é um rato preto qualquer. naná passa bem depois de ter que realizar uma cesariana (dúvida na grafia hein?). sim, pequena naná foi operada mas passa bem, visitei ela no quarto e mandei flores, não se preocupem, assinei o cartão por vocês também. ela agradece as gentilezas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Mu samba

E não é que meu carnaval foi até bastante enxuto? Diário:

01/02 - 8 horas de viagem: eu, Babão e a namorada dele. Agitozinho na praça principal da cidade, mas bem de leve.
02/02 - Almoço. Tarde de truco, sueca e piscina de mil litros (isso mesmo! mil litros!). Costumização do abadá (não riam!). Folia.
03/02 - Almoço. Esquenta ao som da chuva. Preparação para a festa do bloco. Uma hora e meia de espera pelo namorado na porta do recinto. Retorno à casa (vale destacar: sem nem mesmo ter sorrido dentro do local!). Retorno do namorado à casa — ensopado.
04/02 - Pastéis. Soneca, truco, sueca, piscina de mil litros. Folia. Efeitos do álcool. Gritinhos de guerra e coreografias múltiplas.
05/02 - Chuva. Cinquentaszoras de caminhada em busca de um local para almoçar. Chuva. Dissidência de parte da turma de Campinas. Aragem. Sueca. Festa do bloco. Tentativas frustadas de pegar no sono (som escandalizante, gente loka, colchões infláveis explosivos...).
06/02 - Despertador (6h). Malas. Ônibus. Campinas (13h). Braga (16h). =]
10/02 - BH.

Foi lindo!!!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Kokrete Kokrante

Deixo essa história pra você contar, Megale! ;)

Do club de création de saint paul:

"Pesquisa realizada pela Parship, baseada nas respostas de 13 mil pessoas, provenientes de 13 países europeus, traça um perfil dos solteiros no continente.
O casamento deixou de ser encarado como uma prioridade para os solteiros europeus: apenas 33% admitem a hipótese de um dia casarem. Embora os entrevistados prefiram a estabilidade de uma relação estável, não entendem que a oficialização do vínculo seja fundamental para a vida conjugal.

A desilusão e a perda da independência são outros dos fatores que explicam o desinteresse dos europeus pelo casamento. Do total dos entrevistados, 35% disseram que já passaram por experiências menos positivas numa relação, enquanto que três em cada dez afirmam que assumir um compromisso conjugal significa a perda de independência. Já 12% das pessoas que compõem a amostra confessam não ter tempo para qualquer tipo de relação."



Ou seja, aborta o plano do matrimônio e vai arranjando outra desculpa pra ficar.

Sucesso profissional

Depois de 600ml de Coca e mais não sei quantas horas na estrada, meu xixi já estava pedindo pra sair aos berros. Encostamos na primeira bodega em que foi possível e, quando voltei do banheiro, os meninos estavam se divertindo com umas canecas que diziam “para um super alguma coisa”. Tinha para super pai, mãe, avó, namorada, médico, advogado, pedreiro, auxiliar de enfermagem, gay, corno e whiskas sachet. Falei com o Luís: duvideodó que tem para uma super publicitária. Ele escarafunchou, escarafunchou até achar isso:


E me deu de presente. Ohn.
Megale ficou com invejinha porque pra diretor de arte, necas.
(apesar de ter lavado a caneca com bang – e a sujeira já era, ainda estou com nojinho de beber coisas nela. Vou levar pra agência e colocar umas canetas dentro!)

Carnaval, um balanço

Ao contrário de uns e outros, a gente não pôde sijogar nos pierrôs ou trabalhar no trio elétrico em Salvador, com a bênção de Iemanjá.
Por isso, Migueiou, eu e respectivos cônjuges resolvemos: let’s stick to the classic. Tradicional Cold Cape, com esparsas pancadas de chuva. Acho digno, justo e – por que não? – chique.

Indo
Conforme avançávamos na estrada, a esperança de pegar um calorzinho ia crescendo e a previsão cavernosa do Climatempo, minguando. Durante a hora e pouco de engarrafamento, já no Rio, a gente assou big time. Tipos, galera pregando meishmo. Um desespero louco pra chegar de uma vez, ouvindo Caya na Gandaya, do Gilberto Gil.
“Olha o maaaaaaaaaaaaaaaaaar!”. Ê, mineirada.


Depois dez horas guerreiras no volante, Megale chegou com uma cara meique abatidinha. É insolação, amore, vai passar, viu?
Na verdade, o diagnóstico era uma amidalite sinistrona, com febre e tudo. Ficou locodiazitromicina.

* * *

Na primeira hora de praia, eu e Ana percebemos um deslocamento gritante. 70% das mulheres presentes usavam uns arquinhos fanfarrões, com borboletinhas, orelhinhas e talz. Dizque era carnaval, né? A primeira reação foi, digamos, manemóóóórta que eu coloco um trem desses. Depois de dois dias convivendo com aquilo, comecei a achar super normal e – tenho a humildade de confessar – até bonitinho. Na ânsia de me mesclar aos nativos, cogitei adquirir o balangandã. Não se preocupem: meu superego fantasiado de Luiza me impediu.

* * *

No mais, loads of fun. Teve até sol, churros, caranguejo mordendo pé de cabeludo e Megale dando sambadinhas pela casa.
Fotos muito em breve.

Voltando
Juninhos como somos, saímos de lá muito mais tarde do que deveríamos. Não houve piedade: dez horas de engarrafamento, durante as quais avançamos pífios cem quilômetros. No total, a viagem durou 18 horas. às oito e meia da manhã, adentramos território belorizontino. às nove e vinte, já estava eu iniciando meu expediente.

Eu, no trabalho.

Breve constatação

"Jacarezinho, avião, jacarezinho, avião
Cuidado com o disco voador
Tira essa escada daí
Essa escada é pra ficar aqui fora,
eu vou chamar o síndico
Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia!
O trem corre no trilho da Central do Brasil
O trem corre no trilho da Central do Brasil
Incluindo aquela "Paixão Antiga" e aquele beijo quente
que eu ganhei da sua amiga
E o que que deu? Funk na cabeça.
E o que que deu? Funk na cabeça.
Alô, alô, W/Brasil, alô, alô, W/Brasil"

Jorge Ben Jor é benloco.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

moxy

só o tupi salva.



dois de janeiro não é dois de janeiro sem sandália de camurça, bolsinha e minisaia.

jãozin e seu pai é mais difícil, mamãe pede: arreia a rosa e molha o boné.

bubu e dodo a sra dá o que eles quiserem viu iemanjá?

e essa rosa extra é escambo, quando a portuguesa voltar a senhora cobra a loção diparrí.





dois e dois, seguidos, agarra lantejoula daí que eu agarrei de cá. e lembre-se: gringo dado, por favor olhe os dentes.