segunda-feira, 7 de julho de 2008

Timing

- Alô. Gustavo?
- Isso.
- Aqui é a Flávia da Cara de Cão.
Ele tampa o bocal.
- Mas você deve ser feia pra carai, hein!

***

- Alô. Ricardo? Você precisa vir aqui hoje. Meu computador deu um pau gigante.
Macho mais próximo:
- Falou comigo?

terça-feira, 1 de julho de 2008

Prontoacabou

Entreguei meu papelzinho solicitando a colação de grau. Depois de quatro anos e meio, eu muito aprendi: currículo flexibilizado my ass.
Não vou falar nada sobre fase nova na vida porque, né?, continuo congelando sob o mesmo ar condicionado, no mesmo trabalho e com o mesmo salário. E também não vou falar que sentirei falta dos bons e velhos amigos dos tempos de Fafich porque, né?, encontro mais com eles na Savassi do que encontrava na aula.
Mas isso realmente me dói: entregar a carteirinha da biblioteca. Uma das coisas que mais me deixava satisfeita era voltar pra casa carregando toooooooodos os cinco livros que eu podia pegar – adoro malhar o bíceps com conhecimento. Sem contar que é triste não ter o que renovar de duas em duas semanas. É muito triste, vai.

Olha só

Meu post virou filme.
Que ódia.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

PUTAQUIPARIU

não te dei parabéns. já era. vai colocar dois curumins e três araras no meu ex-lugar no seu coração.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Estive de férias

Tenho andando na rua olhando para o chão. Assim, imagino que os prédios em volta têm chaminés e sacadas de ferro com flores. Vermelhas, geralmente. Ou que de qualquer jeito vou acabar porta adentro de um restaurante grego ou de uma igreja gótica.
Tenho andado na rua olhando para o chão, achando que de repente o chão vai virar ponte. E que debaixo da ponte passa um barco cheio de flashes, num rio muito verde. E que em cima da ponte gente multi-línguas bebe cerveja doce e vinho meio vinagre, olhando para uma torre pisca-pisca.
Tenho andando na rua olhando para o chão, com a esperança de ver uma escada que dá mais embaixo. Com gente que troca boa música por eventuais moedas e trens que te deixam em qualquer lugar bonito. Até em luiza sá.

terça-feira, 27 de maio de 2008

novo hit

da série: minha mãe fez orkut

.




"olha gente, quando eu morrer quero música animada no meu velório, é só ir lá nos vídeos favoritos do meu orkut, tá tudo lá."

segunda-feira, 12 de maio de 2008

É só vaidade.





A intenção existe: está lá.

Pontada, contração, espirro.
Acontece, com esforço, numa vontade: e escorrega, suor.
Intenção vira idéia, palavra, parágrafos, se desdobra em cenas.
E, de repente, não é mais da gente. Ganhou outras intenções. Muitos propósitos, e, de propósito, nenhum deles é nosso. Já sabemos. De repente a idéia não é mais nossa. E se já sabíamos, então que mal faz? Há tantas outras idéias, intenções.
É como apertar uma campainha que não é nossa, e só parar de correr quando as pernas começam a doer, mesmo sabendo, que há muito, já não corremos o risco de ser flagrados.


Êta vontade besta de não deixar ninguém encostar com mãos sujas de barro nas nossas idéias – parece poeminha, mas é só vaidade.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Achei legal e resolvi compartilhar

É necessário estar sempre bêbado.
Tudo se reduz a isso; eis o único problema.
Para não sentirdes o horrível fardo do Tempo, que vos abate e vos faz pender para a terra, é preciso que vos embriagueis sem cessar.
Mas de quê? De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.
Contanto que vos embriagueis.
E, se algumas vezes, nos degraus de um palácio, na verde relva de um fosso, na desolada solidão do vosso quarto, despertardes, com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, perguntai ao vento, à onda, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo o que foge, a tudo o que geme, a tudo o que rola, a tudo o que canta, a tudo o que fala, perguntai-lhes que horas são; e o vento, e a vaga, e a estrela, e o pássaro, e o relógio, hão de vos responder: É hora de se embriagar!
Para não serdes os martirizados escravos do Tempo, embriagai-vos; embriagai-vos sem tréguas!
De vinho, de poesia ou de virtude, a vossa escolha.

(Baudelaire)

e viva o flâner!

Mario bomba e sempre bombará



é bom saber que sempre existe alguem mais desocupado que eu.

Habilidade, diria Maisa

Pais akas, da África Central, ensinam bebês de 8 a 10 meses a usar pequenas lanças, arpões, e machados em miniaturas. Não é incomum ver uma criança de 8 meses com uma faca de 20 centímetros, cortando os galhos a serem usados na estrutura da sua casa. Aos 3 ou 4 anos de idade, as crianças podem preparar suas próprias refeições no fogo.

Agora olha o que os ocidentaizinhos sabem fazer:




Diversidade cultural, gentem.

Isso merece um post

Pronto, já desabafei.

Os macs não me consolam

Cumprindo a minha cota diária de literatura antes de dormir, cheguei a uma passagem em que os protagonistas planejam publicar um jornal. Definido o projeto editorial do periódico – uns protestos, umas críticas de filmes, um artiguinho –, eles partem para o gráfico. Designam x colunas para o conteúdo e x + 2 para anúncios. Daí, ficam preocupados com a a execução – quem ia conseguir os clientes? quem ia fazer as peças? Um dos mocinhos me solta essa:
- Fiquei sabendo que na Inglaterra e nos Estados Unidos tem uns homens importantíssimos, que ficam sentados o dia todo escrevendo anúncios.
Até sorri de lado. O narrador não precisou uma data, mas parece que a história se passa lá pelos anos 60. Inevitavelmente, lembrei do episódio de Mad Men que vi outro dia, série que acompanha uma agência também nos anos 60 (passa na HBO). É basicamente assim: luxo. Glamour. Ternos. Roughs desenhados a mão. Scotchs no meio do expediente.
Gostei particularmente de um trecho em que o redator está prospectando a secretária nova e resolve mostrar o ambiente. Ele pergunta se ela entendeu como o negócio funciona (rá!) e ela responde que sim: os redatores mandavam no departamento de arte, a mídia mandava no atendimento e o atendimento mandava nos redatores. E o galã devolve:
- Oh, no, honey. Nobody tells the copywriters what to do.

Quase 50 anos depois, minha irmã estava assistindo a um desenho qualquer no Futura. Durante o intervalo, começaram a anunciar outra atração do canal, com bichinhos de pelúcia saltitantes. Locução muito sinistra acompanhava uma rata cinza de chapéu: “A situação de Dona Ratazana está cada vez pior na delegacia. Mas aparece alguma coisa para ajudá-la”. Nisso, a rata de esgoto – que me pareceu realmente muito sinistra – estende a mão para um flyer vermelho, todo redigido em comic sans: “Sua imagem anda suja? Seu nome está com problemas? Eu resolvo. Omar Keteiro – publicidade e propaganda”.

Ou seja: tempo bão não vorta mais.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Explica essa

Perguntado certa vez se o seu charuto não seria um símbolo fálico, Freud teria respondido: "Às vezes, um charuto é apenas um charuto".
Ele não conheceu Bill e Monica.

Estímulo-resposta

Dia desses, fui na cozinha da agência buscar o meu café da tarde, sem o qual eu começo a ressonar por volta das quatro horas. Lá estava a nova revisora, que entrou há pouquíssimo tempo e com quem eu ainda não havia tido a oportunidade de conversar.
(eu realmente gosto do trabalho dos revisores: quão divertido é assinalar todos os erros do outro com uma caneta vermelha).
“Oi”. “Oi”. E aquele silêncio meio estranho. Mas, já que vai ter uma relação tão próxima com meus textos (confesso que se algum dia eles vierem marcados eu vou sentir uma vergonhinha), ela resolveu interagir:
- Estava olhando aqui seu cabelão e lembrei.
Nesse dia, eu estava com o cabelo solto e particularmente selvagem.
- Minha filha pegou piolho, você acredita?
Nhã? Piolho ainda existe? Serião?
- E o pior você não sabe: ela passou pra mim.
Ela estava a 20 cm de distância de mim e a 10 de minhas madeixas volumosas. Será que piolho pula, meu deus, será?
- Pois é, ela dorme agarrada comigo, não tinha nem jeito de não pegar.
Coceirinha no alto da cabeça. Agora aqui do lado. Coceira all over. Pulou, eu sei que pulou.
- E nem coçou, olha que engraçado.
Pois em mim está coçando, moça. Muito. Meu couro cabeludo não é frígido igual ao seu.
- Mas aí eu passei o remédio e acho que melhorou.
Acha? Me vê um pente fino aí, faizfavor. E esse remédio também, porque sinto que estou compartilhando parasitas com você – e olha que nem te dei essa intimidade toda.

É interessante observar como algumas coisas do behaviorismo fazem sentido. Toda vez que eu vejo a revisora, dou uma coçadinha no cocuruto.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Descanso iminente

Conversa pescada hoje, terça-feira:
- Hoje é quinta.
- E amanhã é sexta.
- Quinta é domingo.
- Sexta é sexta.

Adoro feriados.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Se a guarda cochila...

a música é pra Ana Luiza. Mas vou suprimir o palíndromo próprio numa boa, só porque eu quero mesmo. queria falar do meu amor bandido por Portugal. Oins, opa, serviço de bordo, gramática. sempre lembro de você nas vírgulas e fico com vergonha: porque você saberia, porque eu te amo. E nessa vida sem vírgulas que tenho levado, talvez não esteja deixando claro que eu te considero, e como.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Extraño

Um envelope azul piscava insistentemente no canto superior direito do meu celular.
Caixa cheia.
Eu odeio apagar mensagens. Odeio apagar, jogar fora ou perder coisas que me lembram da minha vida e do que eu já passei. Sou apegadinha mesmo, tenho uma gaveta abarrotada de cartas, bilhetes, convites, cartões e suvenires que eu acumulei ao longo do tempo. Se você já escreveu alguma coisa para mim, talvez “que aula chata”, num pedaço de papel amarrotado do canto do seu caderno, pode saber que está lá. Distração para os tempos de Alzheimer, quem sabe. Ou então forte indício de que vou virar uma daquelas velhas que nunca se livram de nada e têm a casa ocupada por gatos e quinquilharias inúteis, à revelia da família.
Pois bem, devaneios à parte, comecei a tarefa ingrata com as mensagens. Essa sim, essa não, essa não, essa sim. Quando terminei, percebi que ainda sobravam muitas. Pelo menos, todas as que traziam o nome “Luiza” no remetente.

É, saudade anda apertando.

Produzindo apropriadamente

Sebastião é um cara mais velho que faz matéria comigo. Pelas informações que coletei de conversas alheias, já se graduou há mais tempo em Farmácia pela UFMG e agora está no quinto período de Psicologia. Hoje, emitindo uma de suas (muitas) opiniões na sala, soltou um “poblema”. A professora, como boa psicóloga infantil que é, emendou logo uma frase com a pronúncia correta, enfatizando bem o “r”. E ele respondeu sem se corrigir.
O encontro consonantal realmente é uma das últimas estruturas fonológicas a ser adquirida. Poderia ser um atraso no desenvolvimento de, digamos, 45 anos. Mas não. Ele continuou discorrendo sobre o assunto e falou, na mesma frase, “projeto” e “prefeitura”. Ou seja, Sebastião já aprendeu as suas letrinhas. O que, deus, o que explicaria o “poblema”?


No trabalho, meu chefe me contou sobre um conhecido com pós-graduação, mestrado e o escambau, que só falava “atrético”.
Mas aí já é quase ideológico. Eu entendo.


Culpe a cultura de massas

Li num busdoor: "Telefone fixo é coisa do passado".
E eu completei, de mim para comigo: a moda agora é, é namorar pelado.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Musologia ou musacidade

Uns dias atrás mencionei que estava lendo sobre Alice e Charles. Nesse mesmo livro, que eu consegui por uma bagatela, estão contidas as vidas de mais oito musas e a relação que mantinham com seus respectivos artistas. Diversão enorme: tirando a parte séria da coisa, o que resta é uma fofocaiada sem fim sobre pintores, escritores e fotógrafos classudos que eram cheios de manias esquisitíssimas e – todos, sem exceção – locosdibala, láudano ou qualquer outro entorpecente mais à mão. Dalí, por exemplo. Tem umas duas semanas que eu adoro contar pra quem estiver mais perto – chego a quase cutucar o coitado ao meu lado no ônibus, tamanha a ânsia de compartilhar o babado – que o homem era doidão meishmo. Quando criança, ele curtia ter todos os olhares para si: de tempos em tempos, sijogava escada abaixo na escola. E antes, dava um grito bem alto, para se certificar de chamar a atenção. Daí sempre que o Dalizinho se aproximava dos degraus, geral no primário já ficava na expectativa: é hoje, é hoje!
Com muito pesar, estou chegando ao final dessa versão cult de Caras. Só falta a Yoko Ono, que ainda expõe toda sua falta de graça por aí e não me causa nem um espasminho de emoção. Então, já posso dizer que a musa mais impressionante para mim foi a de Man Ray: Lee Miller.

Choochoo!

Ela não só colaborou com uma série de obras de Ray, como aproveitou tudo o que aprendeu com o artista para se tornar, ela mesma, fotógrafa. E fotógrafa gente grande, contratada pela Vogue. Cobriu a Segunda Guerra Mundial praticamente no front, peitando os nazis. O mais insano é que, depois que a guerra acabou, ela conseguiu entrar na casa do Hitler e tomou um banhozinho relaxante por lá. Aham, na banheira do general, onde ele colocava o bigodinho de molho.

Führer style!

E dizque ainda deu um cochilinho na cama de Eva Braun. Sabe Cachinhos Dourados? É uma versão um pouco mais macabra.

I pay the dick.

terça-feira, 8 de abril de 2008

Epifania

No pertinho da minha casa, tem um restaurante muito jovialmente nomeado Universidade da Pizza. Passando em frente a ele ontem, caí em si – juntarei toda minha experiência acadêmica e profissional para abrir meu próprio estabelecimento: Universidade do Churrasco.
Rá!

A sutil comédia dos ruídos cotidianos

Domingo, almoço, amigos da família, cerveja.
Discussão acalorada sobre o caso Isabella entre os herdeiros de Gil Grissom.
- Eu tenho certeza que foi o pai que matou.
Um dos presentes sacode um bolinho na cara do seu interlocutor:
- Já provou?
- Que? Não, não quero provar.
- Provou ou não provou?
- Não, que saco, não quero comer isso.
- Estou perguntando se já provou que foi o pai.
Siacabei.

i coração Átila

Domingo, almoço, amigos da família, cerveja.
Uma das amigas de mommy defendia veementemente a hipótese de que donos de caminhonete são sexualmente desfavorecidos. Segundo ela, a questão compensatória não é o preço do carro – como diz o senso comum – mas o tamanho mesmo.
Comentei com meu padrasto sobre o nosso vizinho, feliz proprietário de uma caminhonete tão grande que afundou o chão da garagem, quase acarretando o desmoronamento da buricasa (ou isso alega o engenheiro do prédio, com invejinhas da potência).
Meu padrasto, então, responde:
- Pois é. Eu é que estou bem demais.
Ele dirige um Ka.

I rest my case.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

another brick in the wall

os pedreiros estavam cantarolando isso quando eu cheguei em casa. cantarolavam acompanhando o original, no talo, do outro lado da rua. o som do monza rugia enquanto o canteirinho do prédio era destruido.

oca sendo reformada e a ironia batendo na minha porta com martelinho e britadeira. dá até pra se sentir mal.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Err márr peligroso que el sol

Depois dos monstrinhos comedores de gente, a publicidade argentina nonsense mora ainda mais fundo no meu coraziones. Há dias estamos vendo comerciais hermanos sem parar, um mais insane do que o outro. Adouro.
Daí que achei uma pérola que eu acreditava existir só pra rádio (ganhou Ouro ano passado, se não me engano). Aviso que esse tema embalou minha vida – e provavelmente a de Luiza também – durante duas semanas ininterruptas. Pegou e não despegou meishmo.




Clavo que te clavo la sombrilla. Aaaaah, que te clavo la sombrilla.

Da série: o meu trabalho

"É melhor um boquete do que um churrasco”.
Só numa agência de propaganda isso:
1- é dito diretamente para seu chefe;

2- levanta polêmica;
3- tem um significado verdadeiramente profissional.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Órfã de acentos

Diz que a reforma ortográfica vai entrar em vigor no começo de 2009, Portugal endossando ou não – galera não poderia se importar menos com os lusitanos, que estão enrolando há tempos e boicotando a insurreição no Aurélio (shame on you, Sá Guimarães). Podia ser até bonito de se ver: ex-colonizados na tomada revolucionária da língua-mãe.
Mas o fato é que eu senti um aperto no âmago da minha sintaxe. Despeito mesmo. Eu que me dedico tanto a burilar a ortografia e deveras me esmero na gramática fui subitamente rebaixada a uma pessoa que escreve “enjoo” e “para” como se fosse verbo. Oh, senhor. Daqui a pouco já não tem mais diferença entre traz e trás, vira tudamemacoisa.
E o que mais está me matando é a execução sumária do trema. Dicolé, gente, o trema realmente faz diferença na palavra. Cinqüenta e cinquenta são coisas diversas, pô. Pra começar, a segunda versão tem um tracinho vermelho bem acusativo no Word.
O guia malvado das mudanças diz o seguinte: “o trema deixará de existir, exceto em nomes próprios e seus derivados”. Ou seja, a não ser que meu filho chame Anhangüera, posso dar adeus aos pontinhos supra-simpáticos.

Aproveita, portuguesa, que ainda por uns bons meses você pode escrever maïs e Raphaël sem medo de errar.

sábado, 29 de março de 2008

Então eu resolvi

Resolvi lhe mostrar o que vai bombar no Brasil quando você estiver de volta. dança do créu nada, a moda agora é dança do quadrado



Dança do Quadrado



(detalhe: o anão é amigo meu)

Desculpe meu silêncio, Luine!

=/

sexta-feira, 28 de março de 2008

no 64 lotado eu acho paia.

64 é o ônibus mais divertido do mundo. Na verdade são 2. Dois pedações unidos por uma sanfona. O ônibus vira, revira as pessoas lá dentro e nada da sanfona soltar uma notinha. ô miséria.

Quase nunca tem lugar pra sentar, mas terça tinha. Um lugar depois da sanfona no ônibus verde em-pleno-dia-de-jogo-no-mineirão-na-semana-do-centenário-do-galo. É nessas horas que você sente o tenso limite entre sorte e azar.

Mas o lugar tava lá... eu não estava fazendo nada... peguei. Dois pontos na frente meio mol de galoucura entra, de boassa. Caminhando e cantando. Umas pessoas levantaram e foram lá pra frente e eu achei graça. Poxa gente, eles estão só torcendo. Continuei sentada, ouvindo música nos meus fones egoístas e grifando texto para a aula do dia seguinte.

Depois mais meio mol entrou. Um mol mais barulhento e agitado. Os fones já não davam conta do barulho, começou um calorzinho e TUM! Aí pensei comigo que ou clap your hands and say yeah tinha remixado details of the war ou alguém tinha estourado aquela tampa superior do ônibus. Galera resolveu brincar de surfar por cima do ônibus e eu concentrada no texto porque se deusmelivreeguarde alguém caisse lá de cima eu não queria ver.

Mais uns 200 metros o motorista para. A galoucura grita. E o único gol que tinha passado era um vermelhinho com mais meio mol de galoucura dentro. Tava começando a ficar nervosa. Grifo já tinha virado arte abstrata e eu pensando no meu mundinho seguro e limitado.

Eis que o moço atrás de mim berra um CUUUU enfático, o da frente diz que é falta de respeito e engrossa a voz. Eu não gritei nada, mas tranquei o meu. E ali, a dois palminhos de anão do meu nariz começou uma pequena porrada. Quando digeralrredoupoquimpratras saltei com as pernas bambas de menina do mato que não sabe bem das coisas da cidade. Me agarrei na sanfona. Acho que foi porque eu passei de preta pra branca que as pessoas começaram a me oferecer lugar. E eu dizendo que era meu jeito de parabenizar o galo.

Passou mineirão, tudo quanto era mol desceu e eu fiquei lá. Não sentei de novo. Não peguei papel pra grifar. Não fiz nada. Só voltei a ser preta.

catalepsia modo off

juro portuguesa. vou parar de ser desalmada. mas a culpa é do homem branco, que insiste em tirar foto.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Gustave revirou na tumba


Diante da versão comemorativa da Torre, tenho duas perguntas:
1- daonde que saiu essa bainha?
2- dá pra tirar antes de eu chegar, faizfavor?

Tempos idos

Uma inspiração mui fueda para a camisa que deveríamos ter feito.




Inoxidável. Quer dizer, brilhante.

Por que você não olha pra mim, ô ô.

Tenho muito medo de sofrer um acidente enquanto eu estiver usando minhas lentes. Assim, pânico. Vai que eu fico comatosa duas semanas, os médicos não percebem que estou com os incômodos acessórios oftálmicos e eu acordo cega? Ou então eu mesma, no meu aturdimento pós-trauma, coço o olho com força e causo danos irreparáveis. Sempre lembro de uma história que me contaram de uma menina que se coçou com muita empolgação e afundou o globo ocular pra dentro da cabeça. O horror, o horror.
Hoje eu estava com muita pressa de chegar a algum lugar e os carros em uma avenida qualquer não me deixavam atravessar. Eu investia de três segundos em três segundos e tinha que voltar pra calçada, aflitíssima. A cada tentativa suicida, meu juízo me alertava que eu ia ser atropelada. E eu me consolava secretamente: “tudo bem, eu tô de óculos”.

sexta-feira, 14 de março de 2008

Recordar é viver

Então, hoje eu tive uma reunião na Pernambuco com Brasil. Andei os familiares seis quarteirões conversando e só caí em si quando cheguei na esquina.
Ele continua lá, do outro lado da rua. Olhei, só de soslaio, só um pouquinho.
Apontei sem ver para o dito-cujo e falei com o André:
“Tá vendo aquele prédio? Minha amiga que mora na França mora ali”.

E não abro mão.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Você provavelmente não sabe

Que a Casa do Whisky que ficava na Contorno com Nossa Senhora do Carmo não existe mais.
Que apesar do calor semi-insuportável, as vitrines estão cheias de botas e sapatos escuros.
Que as águas de freaking março estão fechando o verão e atolando meu all star na lama.
Que a Lápis fez um anúncio colaborativo para o Dia da Mulher.
Que eu me apaixonei seriamente por Carla Bruni.
Que o hemisfério esquerdo do cérebro controla a sintaxe e o direito, a semântica e a pragmática.
Que estou lendo sobre Alice Lidell e Charles Dodgson (aka Lewis Carroll), por isso lembro de você antes de dormir.
Que o Marcelo saiu ontem no paredão.
Que eu só não tenho saudade de mim mesma, porque todo o resto da minha vida faz falta.
Que o guaraná Kuat tem embalagem nova.
Que não saber de você aperta doído.

terça-feira, 4 de março de 2008

Uhu

Galantes.

sábado, 1 de março de 2008

Da semana

Me identifiquei bastante com o relato de Sofia sobre sua batalha em busca da derradeira disciplina do semestre (o último de PP, se Deus quiser!). Sim, também sofri com isso esta semana. No meu caso, a luta foi por uma matéria optativa da Comunicação...Pode uma coisa dessas? Tudo começou quando descobri que o Colegiado está bem mais rigoroso para autorizar a obtenção da segunda habilitação. Agora, a nota da prova do Seminário de Habilitação é apenas um dos métodos de avaliação, sendo o portifólio e o percurso acadêmico do aluno os fatores que mais pesam. Fiquei muito preocupada, porque não fiz muitas matérias de RP. Precisava de pelo menos mais uma este semestre para que, no próximo, eu tenha mais chances de ser aprovada no Seminário. Só que as matérias de RP foram incrivelmente disputadas. Todas as turmas estão lotadas. Deu um trabalhinho para conseguir a matrícula, que envolveu quatro dias de visitas ao querido Colegiado da Comunicação (nem vale a pena entrar em detalhes...).

Bom, chega de assunto ruim, né? Porque a semana também reservou coisas boas, uai! Na terça, Sofs e eu fomos a uma palestra com o Arnaldo Antunes. Ohnnn! Ele é um amor! Recitou coisas lindas e quando recebeu um presente de uma moça da platéia até mandou beijinho para ela! Um luxo! No mesmo dia, Sofs me apresentou mais uma pérola do Youtube: "O Rei dos Elogios"! Luine, quando ouvi o "áudio/vídeo" me lembrei muito de você! Nosso vocabulário dá um salto quali e quantitativo depois de conhecer "Carro Velho"! Fraga aí:

http://br.youtube.com/watch?v=bvxGLqavcJE

E ontem rolou vinhada da medicina. Na chegada, uma fila imeeeensa. Mas Madre, cheia de contatos no local, conseguiu adiantar nossa entrada em 100%: chegamos e entramos. O lugar já estava bem cheio, daí fomos rápido comprar as bebidas. Como é usual nas vinhadas da medicina, antes da latinha vem a droga da ficha. Ô, gen! Vocês num tem noção do que foi passar cinquentas zoras assando dentro de um bolo de gente se empremendo. Só Sofia pode dizer, porque foi ela quem ficou até o fim, guerreira, sofrendo agressões físicas de toda ordem para conseguir as malditas fichas. Era tipo uma pessoa para atender 500! Pode? Sem falar que a ficha acabava toda hora...Uma pouca vergonha! Tirando essa parte, a festa foi legal. Nos divertimos muito com velhos companheiros de Sofs e Guigui no Santo Agostinho. Sem falar que ficamos bebinhas com nem uma, nem duas, mas, tipo, três latinhas. Mas o mais importante deixamos para o próximo semestre, quando poderemos desfrutar da companhia de Luine para colocar em prática o ritual da urina a céu aberto em uma área de saúde pública. 2008/02 que nos aguarde!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Acalanto

Daí que eu fui recusada na última matéria que eu precisava pra colar o cocô do grau.
Daí que segunda-feira eu fui no colegiado pedir pelamôr pra não amarrarem a mixaria da matéria, que eu tenho planos de ser gente grande, pô.
Daí que eu cheguei no campus Xangrilá às 8 hueras da manhã e dei com a cara na porta – o colegiado só abria às 2 da tarde (trabalhar pra que, né, gentem?).
Daí que eu fui pra agência e voltei mai logo, no horário certo.
Daí que havia uma fila imensa e, na minha vez, a mulher disse muito carrancudamente que nada podia fazer por mim. “Volta na quinta. Beijomesquece”. Oi, gata, vamos tirar a calça jeans antes de dormir?
Daí que voltei pra agência – porque eu a-douro passear de ônibus nessa belorizonte – e tinha quatro jobs me esperando. Delícia, Brasil.
Daí que quando eu finalmente consegui ir embora e percorria os três últimos quarteirões que me separavam da minha casa, com os pés já latejandinhos, caiu aquele temporal goshtoso.
Daí que meu guarda-chuva está com duas perninhas quebradas e eu cheguei ao meu destino com, tipos, o nariz seco. Por dentro.

Pra sobreviver a esse dia, cantarolei obsessivamente “Anyone else but you”, que a Juno entoa no filme. Quando a situação ficava muito crítica, eu cantava a parte do “du dururu dururu dururuuuuu”.
E, amores, se levantou o meu humor, levanta o de qualquer um. (hã?! hã?!)
Vai lá ouvir e seja feliz.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

E estranho como funciona a lembrança

sempre que escuto Nancy Sinatra me lembro de você

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Para tomar conhecimento

segue na integra a oração dos oradores.

bjokas

Patrícia- Boa noite, aos pais, membros da mesa, convidados e queridos colegas.

Denis- Antes de tudo, é bom informar que essa é a parte da colação de grau em que a turma ri e se emociona, ao passo que todos os outros presentes ficam ai, meio que rindo por obrigação, acompanhando a onda, mas sem entender muito. Então não fique triste se você se sentir um pouco deslocado. É normal!

P- O que é normal também é formar, pelo menos pra algumas pessoas. E nessa história de se estar na faculdade, muitas coisas acontecem, muitos amigos, muitos colegas, muitos encontros, muito de muito...

D- E tem gente que até estuda...

P- Foram quatro anos de convívio, pelo menos na teoria, já que na prática cada um trilhou um caminho bem diferente e alguns caminhos nem passavam pela teoria.

D- Uma coisa nos uniu

P- Seja um jornal,

D- um título auto-proclamado de “Período pop”,

P- o Delfim

D- uma caloura patrimônio, enfim, tinha alguma coisa, até mesmo um movimento.

P- Mas quando nasceu a turma?

D- Acho que tudo começou mesmo com os bosques da música, em que teve gente que era meio careta, que não ia, queria boicotar! (Faz referência a mim...)

P- Que absurdo! Depois tiveram Felipes soltando a vaca, perus, buquês e uma imensa sorte de trocadilhos sexuais para indicar nomes de eventos.

D- Tudo no maior respeito, claro. Nos divertimos horrores.

P- Depois de algumas festas, vinhadas, chopadas, churrascos com muita pimentinha, as pessoas começaram a tomar rumo no curso.

D- Uma parte das pessoas, claro.

P- Com o tempo os caminhos foram se definindo e nomes como LabMídia,

D- Cria, UfmgEducativa,

P- Mídia em Pauta, Manuelzão,

D- Promic, TV UFMG, LARP... e vários outros foram se tornando mais e mais familiares.

P- Nem éramos mais calouros. Tínhamos falta de tempo pra tudo, e cada vez querendo fazer mais coisa.

D- Inglês, espanhol, francês, italiano, alemão. No CACS era bem baratinho...

P- Capoeira, grupos de estudos, trabalhos free lancer. E ainda tinha as disciplinas!

D- Aliás, tínhamos muita coisa pra ler! E no início todo mundo ia ao xerox, pagava pelas cópias dos textos!

P- Mas de cara teve muita gente que foi numa onda meio Mc Luhan, “o meio é a mensagem” e parou por ai... Só no xérox. Ler que é bom...

D- Agora, já no final do curso, quase todo mundo percebeu que tirar xérox não amenizava a culpa...

P- Ai começou o descaramento! Mas é esse mesmo o mal dos alunos da comunicação. Eles querem abraçar o mundo inteiro de uma vez só.

D- Dizem que tem gente que até consegue abraçar o mundo e formar, mas pra mim é mito.

P- Quando as aulas começaram era um monte de gente, com cara estranha, discutindo coisas estranhas...

D- E mesmo quem não lia nada, pagava de esperto e dava opinião durante a aula!

P- Professores choraram, outros sumiram...

D- Uns eram seres de contos de fada, trolls...

P- Alguns eram amigos;

D- Outros, picaretas;

P- E havia também os memoráveis, mestres respeitáveis da comunicação. Obviamente, que é mister encarar os fatos com parcimônia e não apostar muitos recursos pecuniários em tal querela juridicamente pouco elucidativa. (Imitando o Franck)

D- E tinha professor bacana, e jovem, que sabia de rádio, e até girava caleidoscópios (Imitando o Elias)

P- Mas também tivemos uma Marrrta que não era Suplicy, mas discurrrrsava sobre teoria política, lembrando uma ex-prefeita que hoje ocupa um carrrgo no goverrrrno. (Imitando a Marta)

D- Foram muitos períodos de aulas, muitas noites de Msn, muitos trabalhos, alguns copiados, aulas práticas...

P- Na Belas, tivemos teatro com pirâmides humanas, professores adivinhos, futebol de intervalo. Podíamos usar roupas de alunos de educação física, interpretamos musicais,

D- Tivemos provas malucas, com cinco alternativas e todas corretas!

P- Fizemos vídeos em câmera lenta, mostrando musas da sala,

D- papais noéis étnicos, programas de rádio, radionovelas, blogs, matérias, peças, spots.

P - fizemos planos para uma festa no fundo do mar, planos para sair, planos para formar, um monte de planos.

D- Fizemos viagens pra Serra do Cipó

P- Fortaleza

D- Florianópolis

P- Salvador

D- Diamantina

P- Tiradentes

D – São José da lapa

P- Lagoa Santa

D- Lafaiete

P – Pará de Minas

D – Divinópolis

P – Vale do Jequitinhonha

D – e até pro barreiro teve gente que foi!

P – E mais um monte de lugar sem água tratada

D – E o que levava esse pessoal a esse monte de lugar?

P – bom, acho que são os amigos. Aqueles afetos sinceros que descobrimos nos colegas de sala. Aqueles que mesmo que mesmo que nos mudemos para França, para o Rio ou pro Panamá, queremos guardar no coração e na lembrança.

D – São aqueles que da vontade de ligar no domingo, nem que seja pra jogar conversa fora, comentar da festa ou chamar para um programa furado, tipo ir ao CEU! E eles topam, e alguns até pegam ônibus intermunicipal pra isso.

P – Aqueles que se aproximam e, de repente, já fazem parte da sua vida. Você já conhece os pais e os irmãos, mesmo sem conhece-los realmente, e os problemas.

D – E mesmo que em algum momento a relação se estremeça você sabe que isso não vai durar para sempre.

P – tem sentimentos que são assim: maiores que um curso

D – ou mais que um

P - que uma briga

D – que uma viagem

P – que uma formatura

D – e a formatura, pra maioria pelo menos, significa estar fora da universidade.

P – e botar o olho do lado de fora da universidade dá medo.

D - Tanto que alguns depois de fazer isso desistiram, foram para a biologia, para o direito, para a física!

P- Mas quem quer ver o homem mordendo o cachorro pra dar a notícia no Super ou no Jornal Nacional;

D- quem se delicia só de pensar em dirigir um curta;

P- quem quer chefiar o setor de comunicação da Mannesman ou da Vale,

D- e até quem quer fazer campanhas com verbas nababescas da Skol ou da Brahma, ainda aposta no sonho.

P- E essa aposta está começando, de verdade, a partir de agora. Depois de quatro anos, chegou a hora de encararmos a realidade do mercado.

D- De batermos à porta de onde imaginamos estar o nosso caminho e tentar.

P- Vamos tentar vagas em rádios, jornais, TV’s, produtoras, grandes e pequenas empresas!

D- Abrir nosso próprio negócio, ou quem sabe, ganhar na mega-sena acumulada

P – mas aonde quer que a gente esteja, vamos buscar fazer do exercício profissional uma oportunidade real de contribuir para nossa sociedade

D – mesmo que em um universo não muito amplo, queremos ser instrumentos de inclusão é justiça social. Vamos trabalhar com a comunicação, uma ferramenta poderosa, que tem a capacidade de fazer do nosso mundo um lugar mais democrático, igualitário e humano.

P- Muito obrigada a todos e boa noite.

D – e quem tem!!!!!!

D- Mas espera um pouco Patrícia, acho que nenhum texto nosso estaria completo sem menção às famosas frases da turma e eu vou fazer isso em grande estilo, citando a primeira frase registrada: "Tira ai primeiro que depois eu escolho de quem eu quero ser", de autoria dessa Linda garota, a Patrícia

P- boa lembrança Denis (com raiva). Eu também me lembro de uma ótima sua, acho que era assim: "Pra eu ser Gay, só falta gostar de homem, porque já tenho todos os outros pré-requisitos". Ai vem a pergunta, quais seriam esses pré...

D- (interrompendo), mas não estamos aqui para falar de nós, né Patrícia, estamos para falar pela turma.

P- (com aquele ar de “eu ganhei”) tudo bem, da turma. Nesses quatro anos foram 482 frases registrando os “”melhores”” momentos de cada um de nós

D- E ninguém se destaca tanto nesses frases como o nosso amigo Rangel, que mesmo não sendo o campeão em número, com suas 30 frases é o mais empenhado no Conteúdo, ou na falta de conteúdo.

P- Mas o prêmio não é pelo conjunto da obra né.

D- Não, o prêmio é pelo destaque no quesito cáustico. O prêmio é o

P e D- ACADÊMICA DÉBORAH VASQUES

P- A idéia dessa premiação nasceu quando notamos que as frases estavam ficando muito... animadas, e exprimindo um humor, ironia, sarcasmo, maldade....

D- Ou uma mistura ácida de tudo isso

P- E uma pessoa era Our Concur nesse estilo de frase

D- Uma pessoa inaugurou esse estilo de frase

P- É a nossa colega Déborah Vasques

D- durante o curso muitos tentaram imitar o estilo da nossa colega, mas uma pessoa se destacou.

P- Excluindo alguns colegas que não estão aqui hoje, outras inelegíveis e frases que não podem ser ditas a menores de idade, a frase campeã e merecedora do prêmio Acadêmica Déborah Vasques foi..

D- de uma pessoa que mostrou uma bonita evolução durante o curso. Uma pessoa em que vimos brotar a sementinha da maldade.

P - e a frase diz muito disso, já que essa pessoa a falou para sua melhor amiga: "Lígia, você é tipo aqueles bebês que nasceram sem cérebro"

D- Por isso, chamamos ao palco a nossa colega apadrinhada por Iemanjá que descobriu o amor em São José da Lapa, Fabiana Leite a Fabaiana, para receber o prêmio Acadêmica Déborah Vasques.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Formando-nos III - O baley

Cheguei às 23:05h e um Patch Adams gatchenho me levou até a mesa. Ainda havia outros personagens, tipos um bombeiro que eu vi circulando o fenótipo e uma moçoila kinda Indiana Jones. Salão guapo com força. Telões all over, pipoca, balinhas, canapés. Todo mundo lindo de morrer, cheiroso e digno.
Depois de uma horinha de social, Rangel subiu ao palco e convocou os formandos para o brinde e a valsa no estilo Maísa de ser: “pra esse momento, tem que ter muita habilidade”. E habiiilliidaadiii realmente era necessária, porque estava bem crowded e a gente tinha que desviar dos pés mais próximos pra manter a paz e harmonia gerais.
Daí que a banda entrou fantasiada e já rasgando. Trilha sonora é mais legal, trilha sonora é mais legaaaaaaal. Em três minutos, toda a maquiagem que levou houras pra ser elaborada estava escorrendo. Pulamos tanto que eu sinceramente achei que não ia agüentar até o final. Uma confusão de fumaça, penteados e lapelas saltitantes. Mijoguei em I’ve had the time of my life, twisted and shouted, dei socos no eye of the tiger.
Do nada surgiu uma bandeirona do Água de Salsicha e cantamos o hino aos berros – quem conseguiu lembrar dele.

Michael Jackson, eletrônicos, funks e axés depois, expulsaram todo mundo. Munidos de galhos prateados retirados dos arranjos, rumamos todos para o Tudão – agora carinhosamente apelidado de Big Everything. Mas foi só para perceber que, por mais que eu quisesse ficar cinqüentazoras, minhas pálpebras insistiam em fechar.

My one and only regret é que depois de fazer tanta questão, eu não comi nenhuma – nenhuma! – coxinha.

***

Você fez muita falta. Todos os dias. Todas as horas.
Eu tive uns três lapsos freudianos de te procurar em volta, pra comentar alguma coisa ou dançar uma música.
Essa felicidade também é sua, beibi.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Formando-nos II - A colação

O auditório era muito melhor do que eu esperava. Sinceramente, achei que ele corresponderia aos meus piores pesadelos, com rachaduras, cadeiras rangentes, cheiro de mofo e um ar sinistro que conspirasse contra nós. Mas não. Era muito aceitável, para a alegria monosutiana.

Conforme o pessoal foi chegando, nos reunimos no pseudo-camarim pra vestir a beca. Que lindo. Todo mundo suando horroures, um amarrando a faixinha azul do outro, ajeitando o chapeuzinho, se empurrando pra olhar no espelho. “Gente, o bico é pra frente, tá?”.
Daí partimos para uma loooonga espera em pé no corredor, enquanto ainda faltava uma formanda de black power chegar. Os pés das meninas já gangrenando e as franjas cacheando-se sob o capelo, começamos a cantar toda a sorte de musiquinhas. Lá do fim da fila, veio uma voz imitando o Sílvio Santos: “má oi, vai pra lá, vai pra lá”. Não era o Denis. Era a Patrícia. Aham, a própria. Revelando-se no último instante possível.

Escutamos lá longe a voz do Paulo C, o mestre de cerimônias. Vai começar. Ouvimos também aquela vinhetinha da Fox, o aviso para nos prepararmos. Entramos no auditório com o tema do Star Wars e eu tenho que confessar que meus olhos se enchem d’água mesmo nesse momento que vos escrevo. A gente todo paramentado, fantasiado, com babadorzinho e vem aquela chuva de aplausos e gritos e flashes e lágrimas. Não tem como não se sentir especial.

Todos já sentados, devidamente controlados e com grandes expectativas, a Vera França abriu a sessão. Dois segundos depois, o Paulo C anuncia: “e agora, vamos chamar os formandos para receber o diploma”.
Whaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhh?!
Choque. Caos. Cataclisma.
Comissão, faz alguma coisa, ele errou, ele começou do final! Páraqueuquerodescer!
“É assim mesmo, esse é o roteiro oficial da Fafich”. Novamente: whaaaaaaaaaaaaaaaahhh?!
No meio da confusão, o Nessim foi o primeiro a subir ao palco para buscar seu canudinho oco. O atabalhoamento era tanto que ele esqueceu de cumprimentar os professores. Ninguém estava pronto pra expor a figura assim, no prólogo da coisa.
Mas a gente foi se conformando com a situação e, no final, saiu tudo lindo mesmo. A idéia das músicas personalizadas deu muito certo, geral curtiu.
E a boa notícia é que pegamos o diploma antes de fazer o juramento, logo, tudo aquilo que repetimos sobre ética, moral e whiskas sachet fica automaticamente nulo.
Just kidding.

Discursos fofos e emocionantes. O Franck deixou a platéia embasbacada e os formandos, lisonjeados. Se desfez em elogios que me pareceram muito sinceros e teve a capacidade de levantar a nossa prejudicada auto-estima de comunicólogos.
Franck, tu eah bráder, fffffff.
[nessa hora, a avançada idade do auditório se fez notar. Muito sutilmente, uma lâmpada explodiu em cima do povo. Barulhão e vidros voando. Ai, que susto!]
Pessoas da sala regaçando na oratória. Nessim, depois de finalizar seu discurso com um belo “somos uma turma só”, redimiu-se e foi abraçar os professores. E houve até o Acadêmico Deborah Vasques (com trofeuzinho!), que consagrou Fabaiana como grande campeã, com a frase: “Lígia, você é como aqueles bebês que nascem sem cérebro”.
Detalhe importante. Depois do agradecimento a Deus, esperamos as palmas arrefecerem e gritamos num uníssono: “obrigado, Senhor!”.

Vídeos. Colocaram absolutamente todas as fotos em que eu apareço com os olhos um pouquinho mais fechados no decorrer do curso, inclusive aquela da choppada em que estou caída no chão. Valeu, hein, ínzia! Rs! No mais, muitas, muitas, muitas fuetos que eu nem sabia que existiam e surgiram lá pra matar a gente de emoção.
Gritei beaucoup nas suas, viu, Luinny?

Sessão encerrada, veio uma chuva de papéis mui maravillosa e jogamos os chapeuzinhos pra cima com vontade. Abraços infindáveis.
Parabéns pra nós, amores.


Formando-nos I - A missa

Tudo começando, o primeiro vestido, que emoção, que emoção. Depois de quatro anos enchinelados na Fafich, nem dava pra acreditar em todo mundo tão alinhadinho.
Meninas se elogiando, família devidamente assando no bafo da igreja, formandos na fila em ordem alfabética, vambora com isso.
Peraí, cadê a ínzia? Gente, ca-dê a ínzia? Manemóóóóóóóóórta que eu entro nessa igreja sem a marajoara! (sim, Luinny, foi o famoso x + 2 indígena, nada grave).
Tupi a caminho, todos a postos, entramos. No meio do meu glamuroso caminho até o altar, fui gentilmente abordada por Igor Breda, que se dirigiu a mim com palavras assaz tocantes: “coleeeaaahhhfffffff”. Por muito pouco não tive um ataque de riso e me estabaquei no chão.

O padre era totalmente biruta. Locodibala. Contou um monte de casos, falou pelos cotovelos, deu um mol de opiniões:
“Ah não, gente. Essa leitura que está no folheto é uma tragédia, vou fazer outra”.
“Vocês vão fazer o que mesmo? Telecomunicação? É Embratel?”
“Eu não gosto de televisão não, acho que é má influência. Ah, vocês vão ser jornalistas? E publicitários? Xiiii.”
O conjunto – que por sinal estava muito lindo, com harpa e tudo – começava a tocar, ele mandava parar. Eles cantavam, ele dizia que faz melhor:
“Pois é, vocês tocaram só um pedaço do Panus Angelus, né? Eu vou cantar ele inteiro no Mineirinho, quinta-feira. Quando o bispo não pode vir, sou eu que celebro, sabe, gente?”
Fez a gente subir no altar duas vezes – uma pra ele sacudir as nossas mãozinhas e outra pra dividir os formandos pela igreja para receber os cumprimentos. E não deixou a ínzia ler a guapíssima mensagem final.
O auge foi que ele se olvidou de dar a comunhão. Tipos, ele jantou aquela zuper hóstia, tomou seu vinhozinho, uma água pra arrematar, limpou a boca e disse: “então, gente, vamos continuar”. E neca de hóstia pra geral.
Todo mundo ficou meio abobalhado, mas achamos que tinha uma razão maior.
Mais tarde, confrontado pela comissão, o sacerdote nos sai com essa: “é mesmo! Eu esqueci!”. Geezus.
Mas foi tudo divertido demais, muito a cara da nossa turma. Siacabamos com o padre benloco.

América Central baixando geralz

Família penameña veio, after all. E foi uetemo.
As meninas siacabaram na côcinha (essa foi a pronúncia que elas arranjaram pra coxinha), guaraná e brigadeiro.
Daí a gente percebe que sim, há genes compartilhados.

***

Então, tive que levar a galera num rodízio, porque no Panamá não tem desses looshos não.
Papai já conhecia o ishquema, mas as meninas e a Lina sindoidaram com o buffet e lotaram o prato com aquelas porcariadas que são só pra encher a gente e caber menos carne.
E, quando os garçons começaram a chegar, elas aceitavam tudo, não sei se por fascinação ou falta de jeito pra recusar.
Daí que em menos de 5 minutos elas já estavam bem aturdidas e sem nem saber por onde começar a comer a montanha que se formou.
Diante do desespero coletivo, meu pai resolveu agir. Ele nem deixava mais os garçons falarem, já começava logo a se exaltar: “fala que não, fala que não!”. Quando era picanha: “sim, essa sim, essa pode deixar!”. “Come isso, isso você deixa pra lá, abre um espaço aqui, olha, tá vindo, essa não, essa não!!!”. Tal qual um flanelinha ajudando as pessoas a estacionarem. Pode vir, pode vir, já deu, pára, pára.
E o esforço administrativo deu resultado: todo mundo passou mal de tanto comer, mas deixou o prato limpinho.

Como bem empregar o francês em três rápidas lições

Durante o meu ano e meio de aulas (um tanto quanto duvidosas) de francês, tentei passar algumas noções do idioma chuchu pro Luís. Ele não tem lá muita habilidade, habilidaaadi, haaabbbiiilidaadii com línguas, então se contentou com o basicão e em inventar significados pras palavras. Segundo ele, Vincent quer dizer dois mil – é vinte vezes cem.
Dessa época também ficou o nome dele traduzido e ao qual recorro algumas vezes pra chamar a criatura: Louis Guillaume.
Pois bem. No final de semana passado, ele foi ao Rio assistir o desfile das escolas campeãs. Sambando pra lá, sambando pra cá e com aquele jeitinho (no mínimo) extrovertido de ser, ele já foi logo interagindo com um gringo de nacionalidade desconhecida, cujoqual estava com seu filhinho de uns sete anos de idade. Entre uma bateria e outra, o Luís descobriu que eles eram franceses e quis alegrar o coraçãozinho do menino, brindando-o com uma amostra de sua língua materna. Virou pra ele e disse: “Je m’appelle Louis Guillaume”.
Ah! Qual não foi a alegria do garotinho ao perceber que finalmente poderia se comunicar nessa terra estranha! Desembestou a falar um monte de coisas que o Luís, obviamente, não entendeu. Quando percebeu que o menino tinha acabado o seu discurso e estava ansioso na espera de uma resposta, o Luís sacou mais um primor de frase: “Je ne sais pas”.
Algumas escolas depois, cada um ia pra um lado e eles resolveram se despedir. Pra não ficar no “au revoir”, que é tipos muito bobo e todo mundo conhece, o Luís resolveu rasgar de uma vez e gritou de longe: “a tout à l’heure”.

Gente, me mata de orgulho.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Onnnn!

Deborah Vasques, na Colação: "Nenhum pai precisa saber que, na primeira festa da sala, sua filha bebeu a ponto de achar que estava cega, quando, na verdade, estava apenas de olhos fechados".

Onnnnn! Que saudade!

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

billynaná

prezados,

é com grande prazer que por meio dessa pequena grande nota venho comunicar fato curioso:

- alô? ínzia atende o telefone enquanto se bronzeia com guarapan - porque coca cola é sooolastweek - goiaba - porque figo em calda sucks - e óleo de avião.
- deborah, eu acho que a naná tá grávida! diz pedrim lá da belohorizonte
- sério? mas purrrrrrrrrque?
- porque ela pariu.



billy insiste ser o pai. eu insisto que é um rato preto qualquer. naná passa bem depois de ter que realizar uma cesariana (dúvida na grafia hein?). sim, pequena naná foi operada mas passa bem, visitei ela no quarto e mandei flores, não se preocupem, assinei o cartão por vocês também. ela agradece as gentilezas.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Mu samba

E não é que meu carnaval foi até bastante enxuto? Diário:

01/02 - 8 horas de viagem: eu, Babão e a namorada dele. Agitozinho na praça principal da cidade, mas bem de leve.
02/02 - Almoço. Tarde de truco, sueca e piscina de mil litros (isso mesmo! mil litros!). Costumização do abadá (não riam!). Folia.
03/02 - Almoço. Esquenta ao som da chuva. Preparação para a festa do bloco. Uma hora e meia de espera pelo namorado na porta do recinto. Retorno à casa (vale destacar: sem nem mesmo ter sorrido dentro do local!). Retorno do namorado à casa — ensopado.
04/02 - Pastéis. Soneca, truco, sueca, piscina de mil litros. Folia. Efeitos do álcool. Gritinhos de guerra e coreografias múltiplas.
05/02 - Chuva. Cinquentaszoras de caminhada em busca de um local para almoçar. Chuva. Dissidência de parte da turma de Campinas. Aragem. Sueca. Festa do bloco. Tentativas frustadas de pegar no sono (som escandalizante, gente loka, colchões infláveis explosivos...).
06/02 - Despertador (6h). Malas. Ônibus. Campinas (13h). Braga (16h). =]
10/02 - BH.

Foi lindo!!!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Kokrete Kokrante

Deixo essa história pra você contar, Megale! ;)

Do club de création de saint paul:

"Pesquisa realizada pela Parship, baseada nas respostas de 13 mil pessoas, provenientes de 13 países europeus, traça um perfil dos solteiros no continente.
O casamento deixou de ser encarado como uma prioridade para os solteiros europeus: apenas 33% admitem a hipótese de um dia casarem. Embora os entrevistados prefiram a estabilidade de uma relação estável, não entendem que a oficialização do vínculo seja fundamental para a vida conjugal.

A desilusão e a perda da independência são outros dos fatores que explicam o desinteresse dos europeus pelo casamento. Do total dos entrevistados, 35% disseram que já passaram por experiências menos positivas numa relação, enquanto que três em cada dez afirmam que assumir um compromisso conjugal significa a perda de independência. Já 12% das pessoas que compõem a amostra confessam não ter tempo para qualquer tipo de relação."



Ou seja, aborta o plano do matrimônio e vai arranjando outra desculpa pra ficar.

Sucesso profissional

Depois de 600ml de Coca e mais não sei quantas horas na estrada, meu xixi já estava pedindo pra sair aos berros. Encostamos na primeira bodega em que foi possível e, quando voltei do banheiro, os meninos estavam se divertindo com umas canecas que diziam “para um super alguma coisa”. Tinha para super pai, mãe, avó, namorada, médico, advogado, pedreiro, auxiliar de enfermagem, gay, corno e whiskas sachet. Falei com o Luís: duvideodó que tem para uma super publicitária. Ele escarafunchou, escarafunchou até achar isso:


E me deu de presente. Ohn.
Megale ficou com invejinha porque pra diretor de arte, necas.
(apesar de ter lavado a caneca com bang – e a sujeira já era, ainda estou com nojinho de beber coisas nela. Vou levar pra agência e colocar umas canetas dentro!)

Carnaval, um balanço

Ao contrário de uns e outros, a gente não pôde sijogar nos pierrôs ou trabalhar no trio elétrico em Salvador, com a bênção de Iemanjá.
Por isso, Migueiou, eu e respectivos cônjuges resolvemos: let’s stick to the classic. Tradicional Cold Cape, com esparsas pancadas de chuva. Acho digno, justo e – por que não? – chique.

Indo
Conforme avançávamos na estrada, a esperança de pegar um calorzinho ia crescendo e a previsão cavernosa do Climatempo, minguando. Durante a hora e pouco de engarrafamento, já no Rio, a gente assou big time. Tipos, galera pregando meishmo. Um desespero louco pra chegar de uma vez, ouvindo Caya na Gandaya, do Gilberto Gil.
“Olha o maaaaaaaaaaaaaaaaaar!”. Ê, mineirada.


Depois dez horas guerreiras no volante, Megale chegou com uma cara meique abatidinha. É insolação, amore, vai passar, viu?
Na verdade, o diagnóstico era uma amidalite sinistrona, com febre e tudo. Ficou locodiazitromicina.

* * *

Na primeira hora de praia, eu e Ana percebemos um deslocamento gritante. 70% das mulheres presentes usavam uns arquinhos fanfarrões, com borboletinhas, orelhinhas e talz. Dizque era carnaval, né? A primeira reação foi, digamos, manemóóóórta que eu coloco um trem desses. Depois de dois dias convivendo com aquilo, comecei a achar super normal e – tenho a humildade de confessar – até bonitinho. Na ânsia de me mesclar aos nativos, cogitei adquirir o balangandã. Não se preocupem: meu superego fantasiado de Luiza me impediu.

* * *

No mais, loads of fun. Teve até sol, churros, caranguejo mordendo pé de cabeludo e Megale dando sambadinhas pela casa.
Fotos muito em breve.

Voltando
Juninhos como somos, saímos de lá muito mais tarde do que deveríamos. Não houve piedade: dez horas de engarrafamento, durante as quais avançamos pífios cem quilômetros. No total, a viagem durou 18 horas. às oito e meia da manhã, adentramos território belorizontino. às nove e vinte, já estava eu iniciando meu expediente.

Eu, no trabalho.

Breve constatação

"Jacarezinho, avião, jacarezinho, avião
Cuidado com o disco voador
Tira essa escada daí
Essa escada é pra ficar aqui fora,
eu vou chamar o síndico
Tim Maia! Tim Maia! Tim Maia!
O trem corre no trilho da Central do Brasil
O trem corre no trilho da Central do Brasil
Incluindo aquela "Paixão Antiga" e aquele beijo quente
que eu ganhei da sua amiga
E o que que deu? Funk na cabeça.
E o que que deu? Funk na cabeça.
Alô, alô, W/Brasil, alô, alô, W/Brasil"

Jorge Ben Jor é benloco.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

moxy

só o tupi salva.



dois de janeiro não é dois de janeiro sem sandália de camurça, bolsinha e minisaia.

jãozin e seu pai é mais difícil, mamãe pede: arreia a rosa e molha o boné.

bubu e dodo a sra dá o que eles quiserem viu iemanjá?

e essa rosa extra é escambo, quando a portuguesa voltar a senhora cobra a loção diparrí.





dois e dois, seguidos, agarra lantejoula daí que eu agarrei de cá. e lembre-se: gringo dado, por favor olhe os dentes.



quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Avec Tecktonik

Sinta o ritmo, dance frenético, chacoalhe os braços, use roupas coladinhas e se divirta.

Esse é o tecktonik, dança dos sub-mediterrâneos, que bomba nas melhores baladas da população desbotada da terra de Napoleão.

Diz que tem raizes parecidas com a capoeira.
Ou seja, onde tem marimbondo, tem zumzumzum.



mais informações? Google-it.

Se a canoa não virar...

Olha só que alegria as perspectivas para o meu carnaval:

http://tempoagora.uol.com.br/previsaodotempo.html/brasil/Muzambinho-MG/

Vou farofar geral: a multidão de foliões vai ter que abir espaço para o meu guarda-chuva, uva, uva. Hihihi.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Miacabei

Ontem, no Big Brother, com Natália:
"Eu não sou educada. Nasci nas grota."
A-dou-ro.

Ontem, pós-big-brother, com Clarice Lispector:
"Acho o nome Beatriz muito romântico, para menina que usa trança e borda ao crepúsculo."
Rá. Conta isso pra Bia.

Deu no jornal hoje:

Greve de táxis paralisa Paris.
Ainda bem que estudante anda só de metrô, néam?

De Paris, com amor

Aos que me perguntaram de nossa ilustríssima emigrante, eis o primeiro relato que aterrissou do velho mundo:

"cheguei. ta frio. beijo."

Deveras sinóptico, mas deu pra ser feliz.

Agasalha aí, beibi. Ahaza no pulôver.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O funk não morrerá!

Coisa estranha. Até comentei com Luine no último sábado: poucas horas separam o estrangeiro de nós, não é mesmo? Ontem a menina estava logo ali, na rua de trás, e hoje está do lado de lá do Atlântico. Bizarro. E fantástico, ao mesmo tempo. Que lindo pensar na portuguesa pisando em sua terra ancestral! Sabe, sinto que as coisas estão mais completas agora. Não pra nós, que estamos aqui angustiados, vislumbrando o sofrimento que advirá da ausência prolongada da pessoa que é proprietária de cinquentas partes de nossos corações (perdeu o fôlego?), mas para a Luine mesmo.

Quando soube da viagem, meus sentimentos ficaram muito divididos. Fiquei absurdamente feliz com a notícia, mas já comecei a pensar: "Ai, meu Deus, que droga vai ser Belo Horizonte sem ela." Todo mundo que gosta da Luine de verdade deve ter sentido isso, eu imagino. Mas, no meu caso, junto com esses pensamentos veio uma sensação muito estranha de algo que tinha que ser. É tips aquele clichê "estava escrito". É sério! Sem querer roubar suas funções, Sofs, me senti como uma mãe que sabe que a filha não será sua a vida inteira, que, mais cedo ou mais tarde, um marmanjo safado vai tomar o coração de sua doce criança...Desta vez, o safado, cachorro e sem vergonha é Paris. Mas me senti uma mãe muito da moderninha, quando fui capaz de acreditar que o amor que as pessoas sentem por suas mães e por suas paixões não são, necessariamente, excludentes. Eles podem dividir o mesmo coração. Obrigado Senhor! E tenho acreditado nisso meeeesmo. Repito dez vezes por dia: "Eu acredito! Eu acredito!..."

Bom, e essas idéias, jocosas ou não, têm confortado meu coraçãozinho. Por isso, no último encontro que tive com a portuguesa, desejei que ela aproveitasse ao máximo sua viagem, estendendo-a, se possível. Sofia deve ter me achado muito cruel, né? Mas eu sei o quanto essa experiência é importante para a Luine. E sendo tão complicado dar a partida e deixar o Brasil, se isso já foi feito, o negócio é aproveitar a situação ao máximo, mesmo que, para isso, muitos sujeitos e sujeitas estejam aqui no Brasil parindo filhos e mais filhos de tanta saudade. Afinal, sabemos que essa dor não vai durar para sempre. Repito dez vezes por dia: "Ela vai voltar! Ela vai voltar!"

Também amo. Muito.

Opening

Prometi, criei, chamei os queridinhos.
However, o silêncio em mim tem falado alto e a coragem de escrever foi esmaecendo na mesma proporção em que a realidade da ausência se instalou.

A despedida até que ficou com cara de fácil. Abraçomuiapertado-aproveita-beijo-mescreve. Mas não tente se enganar: meu caráter drama queen nunca permitiria que fosse simples assim. Chorei no carro por todo o caminho até em casa, com o vestido de formatura recém-buscado no colo. Um loosho de tão trágico.

E hoje um apertinho no coração insistiu em existir, escoltado por muitos serás. Chegou? Está bem, instalada, morrendo de frio e de amores?

Fico aqui mordiscando as unhas, esperando sinal de fumaça e sentindo essa tristeza muito feliz de possibilidades.

Amo.