Conversa pescada hoje, terça-feira:
- Hoje é quinta.
- E amanhã é sexta.
- Quinta é domingo.
- Sexta é sexta.
Adoro feriados.
terça-feira, 29 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Se a guarda cochila...
a música é pra Ana Luiza. Mas vou suprimir o palíndromo próprio numa boa, só porque eu quero mesmo. queria falar do meu amor bandido por Portugal. Oins, opa, serviço de bordo, gramática. sempre lembro de você nas vírgulas e fico com vergonha: porque você saberia, porque eu te amo. E nessa vida sem vírgulas que tenho levado, talvez não esteja deixando claro que eu te considero, e como.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Extraño
Um envelope azul piscava insistentemente no canto superior direito do meu celular.
Caixa cheia.
Eu odeio apagar mensagens. Odeio apagar, jogar fora ou perder coisas que me lembram da minha vida e do que eu já passei. Sou apegadinha mesmo, tenho uma gaveta abarrotada de cartas, bilhetes, convites, cartões e suvenires que eu acumulei ao longo do tempo. Se você já escreveu alguma coisa para mim, talvez “que aula chata”, num pedaço de papel amarrotado do canto do seu caderno, pode saber que está lá. Distração para os tempos de Alzheimer, quem sabe. Ou então forte indício de que vou virar uma daquelas velhas que nunca se livram de nada e têm a casa ocupada por gatos e quinquilharias inúteis, à revelia da família.
Pois bem, devaneios à parte, comecei a tarefa ingrata com as mensagens. Essa sim, essa não, essa não, essa sim. Quando terminei, percebi que ainda sobravam muitas. Pelo menos, todas as que traziam o nome “Luiza” no remetente.
É, saudade anda apertando.
Caixa cheia.
Eu odeio apagar mensagens. Odeio apagar, jogar fora ou perder coisas que me lembram da minha vida e do que eu já passei. Sou apegadinha mesmo, tenho uma gaveta abarrotada de cartas, bilhetes, convites, cartões e suvenires que eu acumulei ao longo do tempo. Se você já escreveu alguma coisa para mim, talvez “que aula chata”, num pedaço de papel amarrotado do canto do seu caderno, pode saber que está lá. Distração para os tempos de Alzheimer, quem sabe. Ou então forte indício de que vou virar uma daquelas velhas que nunca se livram de nada e têm a casa ocupada por gatos e quinquilharias inúteis, à revelia da família.
Pois bem, devaneios à parte, comecei a tarefa ingrata com as mensagens. Essa sim, essa não, essa não, essa sim. Quando terminei, percebi que ainda sobravam muitas. Pelo menos, todas as que traziam o nome “Luiza” no remetente.
É, saudade anda apertando.
Produzindo apropriadamente
Sebastião é um cara mais velho que faz matéria comigo. Pelas informações que coletei de conversas alheias, já se graduou há mais tempo em Farmácia pela UFMG e agora está no quinto período de Psicologia. Hoje, emitindo uma de suas (muitas) opiniões na sala, soltou um “poblema”. A professora, como boa psicóloga infantil que é, emendou logo uma frase com a pronúncia correta, enfatizando bem o “r”. E ele respondeu sem se corrigir.
O encontro consonantal realmente é uma das últimas estruturas fonológicas a ser adquirida. Poderia ser um atraso no desenvolvimento de, digamos, 45 anos. Mas não. Ele continuou discorrendo sobre o assunto e falou, na mesma frase, “projeto” e “prefeitura”. Ou seja, Sebastião já aprendeu as suas letrinhas. O que, deus, o que explicaria o “poblema”?
No trabalho, meu chefe me contou sobre um conhecido com pós-graduação, mestrado e o escambau, que só falava “atrético”.
Mas aí já é quase ideológico. Eu entendo.
O encontro consonantal realmente é uma das últimas estruturas fonológicas a ser adquirida. Poderia ser um atraso no desenvolvimento de, digamos, 45 anos. Mas não. Ele continuou discorrendo sobre o assunto e falou, na mesma frase, “projeto” e “prefeitura”. Ou seja, Sebastião já aprendeu as suas letrinhas. O que, deus, o que explicaria o “poblema”?
No trabalho, meu chefe me contou sobre um conhecido com pós-graduação, mestrado e o escambau, que só falava “atrético”.
Mas aí já é quase ideológico. Eu entendo.
Culpe a cultura de massas
Li num busdoor: "Telefone fixo é coisa do passado".
E eu completei, de mim para comigo: a moda agora é, é namorar pelado.
E eu completei, de mim para comigo: a moda agora é, é namorar pelado.
terça-feira, 15 de abril de 2008
Musologia ou musacidade
Uns dias atrás mencionei que estava lendo sobre Alice e Charles. Nesse mesmo livro, que eu consegui por uma bagatela, estão contidas as vidas de mais oito musas e a relação que mantinham com seus respectivos artistas. Diversão enorme: tirando a parte séria da coisa, o que resta é uma fofocaiada sem fim sobre pintores, escritores e fotógrafos classudos que eram cheios de manias esquisitíssimas e – todos, sem exceção – locosdibala, láudano ou qualquer outro entorpecente mais à mão. Dalí, por exemplo. Tem umas duas semanas que eu adoro contar pra quem estiver mais perto – chego a quase cutucar o coitado ao meu lado no ônibus, tamanha a ânsia de compartilhar o babado – que o homem era doidão meishmo. Quando criança, ele curtia ter todos os olhares para si: de tempos em tempos, sijogava escada abaixo na escola. E antes, dava um grito bem alto, para se certificar de chamar a atenção. Daí sempre que o Dalizinho se aproximava dos degraus, geral no primário já ficava na expectativa: é hoje, é hoje!
Com muito pesar, estou chegando ao final dessa versão cult de Caras. Só falta a Yoko Ono, que ainda expõe toda sua falta de graça por aí e não me causa nem um espasminho de emoção. Então, já posso dizer que a musa mais impressionante para mim foi a de Man Ray: Lee Miller.
Com muito pesar, estou chegando ao final dessa versão cult de Caras. Só falta a Yoko Ono, que ainda expõe toda sua falta de graça por aí e não me causa nem um espasminho de emoção. Então, já posso dizer que a musa mais impressionante para mim foi a de Man Ray: Lee Miller.
Choochoo!
Ela não só colaborou com uma série de obras de Ray, como aproveitou tudo o que aprendeu com o artista para se tornar, ela mesma, fotógrafa. E fotógrafa gente grande, contratada pela Vogue. Cobriu a Segunda Guerra Mundial praticamente no front, peitando os nazis. O mais insano é que, depois que a guerra acabou, ela conseguiu entrar na casa do Hitler e tomou um banhozinho relaxante por lá. Aham, na banheira do general, onde ele colocava o bigodinho de molho.

Führer style!
E dizque ainda deu um cochilinho na cama de Eva Braun. Sabe Cachinhos Dourados? É uma versão um pouco mais macabra.
I pay the dick.
terça-feira, 8 de abril de 2008
Epifania
No pertinho da minha casa, tem um restaurante muito jovialmente nomeado Universidade da Pizza. Passando em frente a ele ontem, caí em si – juntarei toda minha experiência acadêmica e profissional para abrir meu próprio estabelecimento: Universidade do Churrasco.
Rá!
Rá!
A sutil comédia dos ruídos cotidianos
Domingo, almoço, amigos da família, cerveja.
Discussão acalorada sobre o caso Isabella entre os herdeiros de Gil Grissom.
- Eu tenho certeza que foi o pai que matou.
Um dos presentes sacode um bolinho na cara do seu interlocutor:
- Já provou?
- Que? Não, não quero provar.
- Provou ou não provou?
- Não, que saco, não quero comer isso.
- Estou perguntando se já provou que foi o pai.
Siacabei.
Discussão acalorada sobre o caso Isabella entre os herdeiros de Gil Grissom.
- Eu tenho certeza que foi o pai que matou.
Um dos presentes sacode um bolinho na cara do seu interlocutor:
- Já provou?
- Que? Não, não quero provar.
- Provou ou não provou?
- Não, que saco, não quero comer isso.
- Estou perguntando se já provou que foi o pai.
Siacabei.
i coração Átila
Domingo, almoço, amigos da família, cerveja.
Uma das amigas de mommy defendia veementemente a hipótese de que donos de caminhonete são sexualmente desfavorecidos. Segundo ela, a questão compensatória não é o preço do carro – como diz o senso comum – mas o tamanho mesmo.
Comentei com meu padrasto sobre o nosso vizinho, feliz proprietário de uma caminhonete tão grande que afundou o chão da garagem, quase acarretando o desmoronamento da buricasa (ou isso alega o engenheiro do prédio, com invejinhas da potência).
Meu padrasto, então, responde:
- Pois é. Eu é que estou bem demais.
Ele dirige um Ka.
I rest my case.
Uma das amigas de mommy defendia veementemente a hipótese de que donos de caminhonete são sexualmente desfavorecidos. Segundo ela, a questão compensatória não é o preço do carro – como diz o senso comum – mas o tamanho mesmo.
Comentei com meu padrasto sobre o nosso vizinho, feliz proprietário de uma caminhonete tão grande que afundou o chão da garagem, quase acarretando o desmoronamento da buricasa (ou isso alega o engenheiro do prédio, com invejinhas da potência).
Meu padrasto, então, responde:
- Pois é. Eu é que estou bem demais.
Ele dirige um Ka.
I rest my case.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
another brick in the wall
os pedreiros estavam cantarolando isso quando eu cheguei em casa. cantarolavam acompanhando o original, no talo, do outro lado da rua. o som do monza rugia enquanto o canteirinho do prédio era destruido.
oca sendo reformada e a ironia batendo na minha porta com martelinho e britadeira. dá até pra se sentir mal.
oca sendo reformada e a ironia batendo na minha porta com martelinho e britadeira. dá até pra se sentir mal.
terça-feira, 1 de abril de 2008
Err márr peligroso que el sol
Depois dos monstrinhos comedores de gente, a publicidade argentina nonsense mora ainda mais fundo no meu coraziones. Há dias estamos vendo comerciais hermanos sem parar, um mais insane do que o outro. Adouro.
Daí que achei uma pérola que eu acreditava existir só pra rádio (ganhou Ouro ano passado, se não me engano). Aviso que esse tema embalou minha vida – e provavelmente a de Luiza também – durante duas semanas ininterruptas. Pegou e não despegou meishmo.
Clavo que te clavo la sombrilla. Aaaaah, que te clavo la sombrilla.
Daí que achei uma pérola que eu acreditava existir só pra rádio (ganhou Ouro ano passado, se não me engano). Aviso que esse tema embalou minha vida – e provavelmente a de Luiza também – durante duas semanas ininterruptas. Pegou e não despegou meishmo.
Clavo que te clavo la sombrilla. Aaaaah, que te clavo la sombrilla.
Da série: o meu trabalho
"É melhor um boquete do que um churrasco”.
Só numa agência de propaganda isso:
1- é dito diretamente para seu chefe;
2- levanta polêmica;
3- tem um significado verdadeiramente profissional.
Só numa agência de propaganda isso:
1- é dito diretamente para seu chefe;
2- levanta polêmica;
3- tem um significado verdadeiramente profissional.
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